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A situação da Hidrovia Paraná Paraguai na Argentina

Intervenções de obras da Hidrovia têm impactos diretos nos rios, na biodiversidade e nos serviços ecológicos naturais

pablo
Publicado em 2 de julho de 2018 às 14:36 Compartilhar:
Os graves problemas da Hidrovia foram apresentados na reunião em Cuiabá

Os graves problemas da Hidrovia foram apresentados na reunião em Cuiabá

Cuiabá, maio de 2018 – Marco em defesa do Pantanal*

Pablo Folonier, da Fundação CAUCE (Cultura Ambiental-Causa Ecologista)/Argentina, apresentou um panorama da situação da Hidrovia Paraná Paraguai no país, partindo do XII Encontro Argentino de Transporte Fluvial. No evento, o Diretor Nacional de Portos e Vias navegáveis, ligado ao Ministério do Transporte, afirmou que “o tema está na agenda do presidente”, reforçando que grande atenção é dada à Hidrovia.

Segundo Pablo, atualmente na Argentina, a narrativa à favor da Hidrovia insiste nos benefícios da ampliação do que hoje já existe, deixando de lado o que apontam como o “tabu da carga perigosa”.

Os dados apresentados:

- 21.000.000 de toneladas de cargas foram transportadas pela Hidrovia em 2015 e, em 5 anos, houve um aumento de 40%;

- 50% das diretrizes de construção da Hidrovia são para navios graneleiros;

- A Hidrovia possui 105 terminais portuários, sendo que 23% de todo o transporte argentino passa por ela e 82% de toda a exportação de grãos também;

- Em 2017, o Porto de Rosário foi o que mais exportou soja no mundo.

Dragagens

Para tornar os rios navegáveis às grandes embarcações da Hidrovia Paraná Paraguai, são propostas intervenções como, as dragagens. As obras do mega projeto têm impactos diretos nos rios, na biodiversidade e nos serviços ecológicos naturais.

Este ano, a Fundação CAUCE apresentou uma queixa e solicitou intervenção urgente ao Defensor del Pueblo (Ouvidoria Nacional), diante a inação do Ministério do Meio Ambiente com relação ao andamento das obras de infraestrutura e dragagem enquadradas no projeto da Hidrovia Paraná Paraguai.

*Pesquisadores, representantes de ONGs, pescadores e líderes de comunidades reuniram-se em Cuiabá, no mês de maio, para discutir sobre os graves problemas do Pantanal e da Bacia do Alto rio Paraguai (BAP) como, o desmatamento, o avanço da soja sobre a planície, as represas que cortam os rios, o novo projeto da Hidrovia Paraná Paraguai e as iniciativas, projetos e programas para o desenvolvimento local.

Publicações sobre a reunião em Cuiabá podem ser conferidas no site. Acompanhe.

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