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Abelhas desaparecendo: Einstein estaria certo?

O desaparecimento de polinizadores é um dos mais graves desastres globais – se não o maior – em desenvolvimento. É uma tragédia que impacta na quantidade e na qualidade dos alimentos produzidos em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Foto: Reprodução
Publicado em 31 de maio de 2016 às 05:06 Compartilhar:

Alcides Faria/Nature, Waking Times e outros

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Uma frase famosa de Einstein, muito lembrada ultimamente: “Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana”.

Estamos nesta direção?

O desaparecimento de polinizadores é um dos mais graves desastres globais – se não o maior – em desenvolvimento. É uma tragédia que impacta diretamente a quantidade e a qualidade dos alimentos produzidos em um mundo já desarranjado quando se trata de comida na mesa.

Logicamente que a razão de base está no desmatamento com a consequente destruição dos habitats naturais de muitas espécies de polinizadores para a a expansão da agricultura ultra-tecnológica. Mas pesquisas apontam para causas mais específicas, dentre elas:

- O uso de pesticidas como os do grupo denominado neonicotinoides. Seu uso foi proibido na Europa por 3 anos.

- Organismos Geneticamente Modificados – os transgênicos. Ao se usar pesticidas elimina-se fontes de alimentos dos polinizadores.

Os campos eletromagnéticos

Os insetos polinizadores têm um grande número de sinais sensoriais para cores, fragrâncias, texturas das pétalas e a umidade do ar. A capacidade de julgamento sobre flores que fornecerão mais néctar ajuda a usar energia de maneira mais eficiente.

As abelhas têm carga elétrica positiva quando batem as asas e essa carga atrai o pólem (carga negativa) para seus pelos quando aterrizam nas flores.

Elas podem detectar campos elétricos e os usa para orientar suas atividades, ao invés de depender de outras pistas, como a fragrância.

Pássaros, morcegos, baleias e as abelhas dependem do som e das ondas eletromagnéticas para a orientação, navegação e comunicação. Transmitem e recebem informações em determinadas freqüências. Wi-fi, bandas de alta freqüência de telefonia celular e outras ondas eletromagnéticas embaralham os canais de comunicação das abelhas, causando interferência com danos para sua sobrevivência.

Quais seriam medidas emergenciais?

Cuidar de lugares onde os polinizadores podem ser menos afetados pelos males descritos acima e neles fazer algum tipo de “cultivo de polinizadores” nativos de modo mais intensivo, associando a geração de renda para populações locais. Ecorregiões como o Pantanal devem ser priorizadas. Unidades de Conservação são fundamentais neste processo.

Acesse o blog de Alcides Faria e saiba mais sobre o colapso das abelhas.

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