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China e Infraestrutura: o que vem por aí?

China convida América Latina e Caribe para ‘One Belt, One Road’

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Publicado em 24 de janeiro de 2018 às 19:10 Compartilhar:

Via CNBC
Tradução livre

A China convidou os países da América Latina e do Caribe para participar da iniciativa One Belt, One Road nesta segunda-feira, 22, como parte de um acordo para aprofundar a cooperação econômica e política em uma região onde a influência dos Estados Unidos é historicamente forte. O convite foi feito pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

Wang Yi declarou que a China estará sempre comprometida com o caminho do desenvolvimento pacífico e com a estratégia de benefício comum de abertura e está pronta para compartilhar dividendos de desenvolvimento com todos os países.

A iniciativa, proposta em 2013 pelo presidente chinês Xi Jinping, promove a expansão das ligações entre a Ásia, a África e a Europa, com bilhões de dólares em investimentos em infraestrutura. Wang enfatizou projetos para melhorar a conectividade entre terra e mar e citou a necessidade de construir conjuntamente “logística, eletricidade e vias de informação”.

O bloco latino e a China assinaram uma espécie de acordo de princípios que rejeita o ‘unilateralismo’ e fala sobre a importância de combater a mudança climática.

Contra o protecionismo de Trump

O acordo também faz parte de uma política externa chinesa – em desenvolvimento – mais agressiva na América Latina, enquanto os Estados Unidos, com a presidência de Donald Trump, assumiu uma posição mais protecionista.

O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, que já criticou publicamente Trump, afirmou que o acordo marcou uma nova era histórica de diálogo entre a região e a China. “A China disse algo que é muito importante, que quer ser nosso parceiro confiável na América Latina e no Caribe e valorizamos isso”, afirmou Muñoz. “Este encontro representa um repúdio categórico ao protecionismo e ao unilateralismo”.

Marcos Galvão, secretário-geral das Relações Exteriores do Brasil, afirmou que as relações com a China são amplas e que juntos identificam novas áreas de cooperação.

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