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Conservando e gerando renda com o cumbaru – uma riqueza do Cerrado

No assentamento Andalucia, a rigor, ocorre um processo “virtuoso” em que famílias extrativistas cuidam desde a conservação das plantas de cumbaru nas propriedades, até a colocação no mercado, sem intermediação. Hoje a venda da castanha de baru é responsável pelo aumento direto da renda de várias famílias no assentamento.

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Publicado em 20 de maio de 2016 às 16:17 Compartilhar:

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No Assentamento Andalucia, município de Nioaque (MS), a coleta, o processamento e a comercialização do fruto do cumbaru/baru acontece há pelo menos 10 anos. Este ano a produção foi pequena, mas algumas famílias receberam encomendas e somente conseguirão atender com seus estoques de anos anteriores. Também fizeram compras de outros assentamentos, o que é interessante por promover o incremento da renda para outras famílias.

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No assentamento Andalucia, a rigor, ocorre um processo “virtuoso” em que famílias extrativistas cuidam desde a conservação das plantas de cumbaru nas propriedades, até a colocação no mercado, sem intermediação.

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Hoje a venda da castanha de baru é responsável pelo aumento direto da renda de várias famílias no assentamento. No momento a produção destina-se apenas para a venda da castanha. Seu processamento, para agregar valor, não é possível no momento porque o transformador da rede de energia elétrica do Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (MS) – CEPPEC, que agrupa as famílias dos assentados, queimou e a empresa de energia se recusa a trocá-lo. O caso está na Justiça.

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O trabalho com o fruto do baru envolve o núcleo familiar em todas as suas fases, desde a coleta, passando pelo processamento, até o produto final a ser comercializado. As famílias foram capacitadas para manejar sustentavelmente a planta e manipular os frutos conforme normas sanitárias. Enfrentam, porém, dificuldades impostas para regularização dos produtos e, consequentemente, o escoamento dos mesmos – no caso do CEPPEC tem-se o exemplo do licor que deixou de ser produzido por não conseguirem o registro da Anvisa, exigido para comercialização de sucos e licores.

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Nathália Eberhardt Ziolkowski

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