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Desmatamento avança no Pantanal – É o que mostrou SOS Pantanal em Cuiabá

A abertura de áreas naturais para formação de pasto, ainda é a maior causa do processo de antropização da BAP

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Publicado em 19 de junho de 2018 às 16:26 Compartilhar:
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Felipe Dias (SOS Pantanal) apresenta dados sobre desmatamento, cobertura vegetal e uso de solo na Bacia do Alto rio Paraguai (Foto: Iasmim Amiden)

Cuiabá, maio de 2018 – Marco na articulação em defesa do Pantanal*

O avanço do desmatamento na Bacia do Alto rio Paraguai (BAP) e na planície pantaneira foi tratado por Felipe Dias, da SOS Pantanal. O instituto realizou o monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do solo na porção brasileira da Bacia, entre 2002 e 2017. Os resultados da análise de 2016 e 2017 foram publicados no Atlas da Vegetação e Uso na Bacia do Alto Paraguai.

Alguns apontamentos possíveis a partir do documento, estão em função da antropização, isto é, a ação do ser humano sobre o meio ambiente, consolidada do planalto:

• O transporte de sedimentos para a planície continua assoreando os rios e interferindo no pulso de inundação da planície;

• No Pantanal, as pastagens naturais (gramíneas nativas), assim como a fauna e flora, dependem das oscilações hidrológicas anuais;

• A abertura de áreas naturais para formação de pasto, ainda é a maior causa do processo de antropização da BAP;

• A conversão das áreas naturais, com a introdução de Pastagens Plantadas (exóticas) impacta a vegetação nativa, os solos e interferem na manutenção e regeneração natural do sistema ecológico pantaneiro;

• A presença de pastagens degradadas e com baixa capacidade de suporte ao pastejo é recorrente nas áreas convertidas, principalmente na planície.

Felipe ressaltou que o trabalho também embasou outros documentos como, a Carta Caiman (2016), entregue ao então Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho, na fazenda Caiman, em Miranda, quando a Ecoa também entregou uma Carta com os quatro principais pontos a serem trabalhados no desenvolvimento e conservação da Bacia do Alto Paraguai e Pantanal.

*Pesquisadores, representantes de ONGs, pescadores e líderes de comunidades reuniram-se em Cuiabá, no mês de maio, para discutir sobre os graves problemas do Pantanal e da Bacia do Alto rio Paraguai (BAP) como, o desmatamento, o avanço da soja sobre a planície, as represas que cortam os rios, o novo projeto da Hidrovia Paraná Paraguai e as iniciativas, projetos e programas para o desenvolvimento local.

Publicações sobre a reunião em Cuiabá podem ser conferidas no site. Acompanhe.

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