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Ecoa lança novo mapa das represas na Bacia do Alto Paraguai: um território sob pressão

Acesse dados como a localização, o potencial de geração de cada barragem e valores recebidos por empreendimentos financiados pelo BNDES

represas
Publicado em 9 de outubro de 2018 às 15:16 Compartilhar:

Represas no Pantanal - A borda da Bacia do Alto rio Paraguai (BAP), onde está inserida a maior planície inundável do planeta, o Pantanal, é tida como um dos territórios detentores de potencial hídrico representativo, tornando-se, portanto, um local prioritário para a instalação de represas. Hoje, já existem 52 empreendimentos em operação e a previsão é de que mais 101 outras represas sejam instaladas num curto espaço de tempo.

Um plano nacional - A construção de barragens há muito faz parte da estratégia de expansão da matriz energética brasileira, sua expectativa de crescimento está claramente evidenciada no Plano Nacional de Energia. Tal fato, em partes, se deve à ideia controversa de que estes empreendimentos são fontes limpas de geração de energia, causando impactos insignificantes.

Consequências - Apesar da imagem limpa, estes projetos de “desenvolvimento” causam impactos irreversíveis sobre o espaço biofísico e alteram assombrosamente o ambiente onde são inseridos, gerando perdas expressivas às comunidades tradicionais que vivem no entorno dos empreendimentos. Os conflitos oriundos deste processo aumentam a cada ano, gerando tensão e insegurança aos originários detentores do território.

O que fizemos? - A Ecoa desenvolveu o mapa na intenção de continuar com o avanço nas pesquisas sobre os efeitos ambientais, econômicos e sociais do setor hidroenergético na BAP. Em 2016, a organização já havia lançado um mapa com dados sobre as represas e, agora, além de atualizá-los, dispõe de mais informações e em uma plataforma mais dinâmica e interativa.

Visualizar mapa na tela inteira

Os dados - O mapa das Represas na Bacia do Alto Paraguai (BAP) foi elaborado a partir de dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Sistema de Informação Georreferenciada do Setor Elétrico (Sigel) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Pesquisa - Silvia Santana

Desenvolvimento do mapa - André Restel, Iasmim Amiden, Rafael Chiaravalloti e Silvia Santana

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