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Energia eólica é a mais promissora para o Brasil

Geração eólica avança em ritmo crescente no país

Foto: Divulgação/ABEEólica
Publicado em 25 de janeiro de 2019 às 13:42 Compartilhar:

Potencial energéticoDe acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil tem um potencial de geração de energia eólica estimado em cerca de 500 gigawatts (GM), o suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do país. Este número é mais de três vezes superior à produção de energia elétrica provinda de outras fontes, como a hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear. A energia gerada com a força dos ventos ocupa o quarto lugar na matriz de energia elétrica nacional.

Negociações: A empresa norte-americana GE anunciou que irá vender no país sua nova turbina de 4,8 MW, lançada mundialmente em 2017. O equipamento tem um rotor de 158 m de diâmetro com três pás, cada uma com 77 m de comprimento. Segundo o líder de produto da GE Renewable Energy Vitor Matsuo, a combinação de um rotor maior e torres altas permitem que a turbina aproveite ventos de maior intensidade e produza mais energia – cerca de 90% a mais do que o modelo da GE anteriormente disponível no país, de 2,5 MW. Uma turbina de 4,8 MW poderá suprir o consumo de 7,5 mil casas.

Prevenção de ruídos e proteção dos pássaros: Grupos de pesquisa em energia eólica têm buscado a resolução de problemas comuns a este tipo de matriz energética, como os ruídos e a mortalidade de pássaros e morcegos. Na Escola Politécnica da USP, o grupo Poli Wind e o pesquisador em estágio de pós-doutorado Joseph Youssif Saab Jr. encabeçam um projeto de pás mais silenciosas para turbinas. O projeto gerou um pedido de patente e pode se caracterizar como uma contribuição genuinamente brasileira para o desenvolvimento de tecnologia de aerogeradores.

No que diz respeito à mortalidade de pássaros e morcegos, o grupo Poli Wind também se preocupa em atenuar as colisões desses animais com as pás eólicas. A recomendação nacional e internacional é estabelecer parques fora do trajeto de rotas migratórias, o que, segundo Saab, nem sempre é observado no Brasil.

Confira a matéria completa em “Ventos promissores a caminho” publicada na Revista Pesquisa Fapesp

Foto de capa por ABEEólica

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