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Estudante cria dicionário com expressões típicas do Pantanal

Aluno do Mato Grosso do Sul reúne 120 palavras no Dicionário Pantanerês. Foi um trabalho intenso de pesquisa para descobrir palavras e expressões

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Publicado em 4 de novembro de 2015 às 19:34 Compartilhar:

dicionario-pantaneresVocê se considera uma pessoa esgualepada ou ururenta? A maioria dos brasileiros não deve fazer ideia do que seja. Um estudante de Mato Grosso do Sul decidiu criar um dicionário com as expressões típicas do Pantanal.

“Para de mula, menina”, diz um homem. “Aquele lá xexou a carteira do outro”.

E aí, entendeu alguma coisa? Parece outro idioma, mas quem é pantaneiro sabe do que se trata. “Xexar é pegar, roubar. Essa é expressão nossa”, explica. Para de mula é o significado de perturbar.

No Pantanal é assim mesmo! Só que essas palavras e expressões da região estão se perdendo no tempo. E isso chamou a atenção de um aluno de Corumbá.

Leandro está no terceiro ano do ensino médio. E durante uma atividade na aula de português, ele teve uma ideia que conquistou o professor. “Foi proposto a eles, várias palavras desconhecidas, que não temos no nosso dicionário. E aí ele falou: ‘professor, por que não fazer um dicionário pantanerês?”, diz o professor de português Rosenil Santos.

Os dois começaram um intenso trabalho de pesquisa para descobrir palavras e expressões faladas na região do Pantanal. “Nós formulamos um questionário perguntando quais palavras que as pessoas conhecem e os seus significados”, conta o estudante Leandro Arantes Fernandes.

O estudante conseguiu reunir 120 palavras que hoje estão no Dicionário Pantanerês. E o sucesso foi tanto que o aluno decidiu disponibilizar o dicionário na internet.

Quem entrar no site, vai encontrar expressões como: cachorrada, que é um doce de leite azedo. Esgualepado, que significa mal arrumado, e ururento, uma pessoa que só pensa em dinheiro.

O próximo passo é Feira Internacional de Ciência Jovem, em Pernambuco. E ele já sabe a mensagem que quer deixar por lá. “É uma raiz. Uma cultura sociolinguística que só existe na nossa região, e que não podemos deixar perder”, afirma Leandro Arantes Fernandes.

Assista a reportagem na íntegra

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