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Fratura hidráulica – de FHC a Dilma

2 minutos de leitura
Ed Andrieski / AP

Alcides Faria

A fratura hidráulica é uma técnica para extração de petróleo e gás através da injeção de grandes quantidades de água e químicos tóxicos. Algumas das consequências da aplicação técnica – usada desde a década de 40 – são já bastante conhecidas, dentre elas:

– Contaminação de aquíferos diretamente e pela deposição da água extraída com o gas;

– Contaminação da água das torneiras de algumas cidades.

– Tremores de terra, alguns deles de intensidade alta.

– Falta de água para para outras atividades, pois as empresas quando chegam a uma região comprar as melhores áreas com produção de água.

fracking

No Brasil

A primeira vez que li sobre a expansão que teria a fratura hidráulica foi em uma entrevista de Fernando Henrique Cardozo, já fora da presidência. Ele referiu-se favoravelmente a uma “nova tecnologia” (ou algo do tipo) que multiplicaria a produção de petróleo e gas.

Já no governo Dilma vieram as primeiros leilões para exploração nas 6 bacias sedimentares brasileiras, incluindo a do Paraná, sem qualquer discussão pública prévia.

A reação

Algumas organizações da sociedade têm articulado campanhas e denunciado os danos que podem vir da expansão da fratura hidráulica no país. A ameaça mais imediata é para o aquífero Guaraní na Bacia do Paraná. Como um do resultados deste trabalho algumas câmaras de vereadores fizeram audiências públicas com ampla participação da população.

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Proposto pelo Deputado Sarney Filho (PV-MA), o PL 6904/2103 prevê uma moratória para que a técnica seja aprovado no Brasil até que estudos conclusivos sejam elaborados. O projeto foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal em 2015.

Leia o blog de Alcides Faria.

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