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Investimento público e financiamento chinês na América Latina

A desaceleração econômica da China não impede investimentos pesados na América Latina

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Publicado em 13 de abril de 2018 às 14:56 Compartilhar:

Apesar da desaceleração da economia chinesa nos últimos anos, esse país continua sendo um dos que mais crescem no mundo e sua influência na América Latina (AL) continua se expandindo. A política da China em relação à América Latina baseia-se no fortalecimento do comércio, investimento e finanças. É especificado, por um lado, pelos empréstimos soberanos dos bancos chineses, que chegaram em 2016 a US$ 21.200 milhões, valor que, embora inferior ao de 2015, excede o montante emprestado pelos bancos multilaterais. Por outro lado, o investimento direto na região chegou a US$ 10.358 milhões, um aumento de 29,4% em relação a 2015. De acordo com autoridades da República Popular da China (RPC), o país tem mais de duas mil empresas na região e investimento acumulado atinge US$ 217.150 milhões dólares, ou seja, 15,3% do investimento total da China no exterior.

O comércio, elemento central das relações entre a América Latina e a China, manteve características semelhantes nos últimos anos: déficit na balança comercial favorável à China na maioria dos países da região, fluxos de exportação altamente concentrados em um grupo limitado de produtos: petróleo, minerais e soja em oposição à importação de produtos da industria manufatureiras, inovação científica e tecnológica.

A redução do crescimento econômico da China nos últimos anos e, especialmente, a queda dos preços dos mercados internacionais sobre as matérias-primas exportadas pela América Latina, tem impactado as economias dos países da região e configurando uma recessão, para que as relações comerciais baseadas na lógica de mercado se aprofundem. América Latina continua sendo uma região interessante para a China em termos de recursos estratégicos, novos consumidores, benefícios para a exploração de matérias-primas devido aos incentivos oferecidos pelos governos de diferentes países, e a erosão dos preços dos ativos que corre paralela a um onda privatizadora que atrai investidores.

Você poder ler o pdf na íntegra aqui.

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