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Mato Grosso libera uso de Correntão para abertura de áreas

Implemento agrícola utilizada no desmatamento será descriminalizado.

Banido em 2012, após a aprovação do novo Código Florestal, o implemento agrícola, popularmente conhecido como correntão, será liberado para ser usado na abertura de áreas em Mato Grosso.
Publicado em 5 de abril de 2016 às 20:10 Compartilhar:

GC Notícias

Banido em 2012, após a aprovação do novo Código Florestal, o implemento agrícola, popularmente conhecido como correntão, será liberado para ser usado na abertura de áreas em Mato Grosso.

Foto: Divulgação

Banido em 2012, após a aprovação do novo Código Florestal, o implemento agrícola, popularmente conhecido como correntão, será liberado para ser usado na abertura de áreas em Mato Grosso. A decisão foi tomada durante uma reunião na quarta-feira (24), em Cuiabá, com entidades do setor produtivo de Mato Grosso e a Sema. “A liberação é importante porque sem o uso do correntão ficaria inviabilizada a abertura e limpeza de áreas em algumas regiões do Estado”, explica Elso Pozzobon, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Também ficou acordado que os pecuaristas não precisarão de autorização ou comunicação formal da Sema para fazer a roçada, utilizada para limpeza de áreas de pastagens para criação de animais.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Ana Luiza Peterlini, que deixou o cargo na quinta-feira, o governo busca aliar sustentabilidade ambiental e desenvolvimento. “Acreditamos que estamos seguindo uma linha de trabalho interessante e que com sustentabilidade ambiental também atrairemos investidores que tem essa premissa como condição para vir ao Estado”, afirmou.

O “Correntão” é um implemento agrícola composto por uma corrente de aço reforçada, com elos de até 40cm de comprimento. Cada uma de suas extremidades é presa em um trator de esteira com alto torque, que vão rebocando a corrente, varrendo a vegetação existente no espaço entre os dois tratores. Agora o equipamento poderá ser utilizado mediante autorização de desmatamento legal dada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Participaram da reunião o secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o vice-presidente da Aprosoja, Elso Pozzobon, o 2º diretor financeiro, Sérgio Triches, o diretor executivo, Wellington Andrade, a analista Marlene Lima, representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO), da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e técnicos da Sema, informa a assessoria.

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