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Trabalho coletivo e conservação ambiental – Mulheres extrativistas do Cerrado e Pantanal compartilham suas experiências na Bolívia

Grupo de mulheres da CerraPan participa do evento “Produciendo con la Naturaleza” em Roboré

Cerrapan se reúne em Corumbá para compartilhar relatos e impressões da viagem a Roboré, Bolívia
Publicado em 13 de novembro de 2018 às 18:48 Compartilhar:

luanacampos

Por Luana Campos (Ecoa)
Luana é graduada em Jornalismo (UFMS) e Mestre em Divulgação Científica e Cultural (Unicamp)

 

Geração de renda - Pelas mãos das mulheres do Pantanal e Cerrado, cumbaru, bocaiuva, laranjinha-de-pacu e aguapé são processados tornando-se nutritivas castanhas, farinhas, geleias e belos artesanatos, que juntos com a produção de mel vêm gerando renda e transformando a realidade de famílias de assentamentos rurais e comunidades desses biomas.

Extrativismo sustentável - Trabalho coletivo, conservação ambiental e empoderamento marcam os trabalhos desenvolvidos por mulheres como Edeltrudes, Sueli, Valeska, Zilda, Julia e Catarina, com o extrativismo de frutos nativos, que as têm levado a expandir horizontes e alçar voos cada vez mais altos, levando suas experiências para além das fronteiras geográficas dos territórios onde habitam.

Viagem à Bolívia – De 22 a 25 de outubro estas 6 mulheres, representando as associações e cooperativas das quais fazem parte, e que compõem a Rede CerraPan, participaram do evento “Produciendo con la Naturaleza”, que aconteceu na cidade de Roboré, na Bolívia. O objetivo do evento foi promover o encontro e a troca de experiências entre os diferentes empreendimentos assistidos pelo projeto ECCOS¹. As participantes ainda tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos em uma feira local, dentro das atividades de comemoração dos 102 anos da cidade de Roboré.

Impressões – De volta ao Brasil, as mulheres extrativistas da CerraPan relataram à socióloga e pesquisadora na Ecoa, Nathália Ziolkowski, algumas observações que fizeram durante a viagem. O principal ponto notado por elas foi que as dificuldades das extrativistas da Bolívia são muito similares as que enfrentam no Cerrado e Pantanal: escoamento da produção, regularização dos produtos, organização política, e demérito por parte de maridos e filhos – salvo exceções.

Diagnóstico socioambiental – Esses relatos integram uma série de entrevistas com as comunidades atendidas pelo Projeto ECCOS. O objetivo é traçar um panorama que subsidie planos de negócios para cada umas das associações envolvidas.

 

1. ECCOS – Conectando Paisajes en el Bosque Seco Chiquitano, el Cerrado y el Pantanal de Bolívia y Brasil para la Sostenibilidad del Desarrollo Productivo, la Conservación de sus valores ambientales y la Adaptación al Cambio Climático

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