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Ocorrência do Besouro das Colmeias é detectada em MS

Preocupação dos/as apicultores/as, besouro afeta a estrutura e organização do enxame

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Publicado em 30 de janeiro de 2019 às 12:57 Compartilhar:

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Por Iasmim Amiden (Ecoa – Ecologia e Ação)
Iasmim é jornalista e coordena o Programa Oásis de Conservação de Polinizadores, da Ecoa

 

Pequeno Besouro das Colmeias: Com ocorrência confirmada do besouro (Aethina túmida) em Mato Grosso do Sul, a ameaça à sobrevivência dos enxames e à produção dos/as apicultores/as está presente. Isto porque em sua fase larval, o besouro se alimenta de produtos das colmeias como, por exemplo, o próprio mel e os favos de cria, o que afeta a estrutura e organização do enxame. Além disso, “o besouro pode viver na natureza e sobreviver até duas semanas sem comer, e voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias”.* É nativo da África subsaariana e, no Brasil, foi notificado pela primeira vez em 2015.

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Pequeno Besouro das Colmeas (Aethina túmida). Imagem: Noirce Lopes da Silvia – Iagro/MS

Medidas aos/às apicultores/as: Segundo informações divulgadas pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) de MS nesta terça, 29, a confirmação da ocorrência no estado é resultado de análise morfológica de amostras de besouros, realizada pelo Laboratório de Entomologia do Instituto Biológico de São Paulo. Com isso, o órgão divulgou nota técnica sobre as medidas que serão adotadas. Entre elas:

- Os/as apicultores/as devem efetuar cadastro nas unidades locais da Iagro e, em caso de suspeita de presença de Aethina túmida, devem notificar imediatamente para que medidas sanitárias sejam tomadas.

- Recomendação para instalar apiários em locais com solo seco e rígidos, para dificultar a multiplicação dos besouros.

- Manejo e inspeção dos enxames com frequência.

- Evitar o trânsito de colmeias, ou suas partes, povoadas ou não, de uma área de ocorrência do besouro para outra sem registro da presença do mesmo.

Apicultura em números: De acordo com os dados divulgados pela Iagro/MS, no estado são mais de 800 apicultores cadastrados, que trabalham em 19 mil colmeias e, nos 9 entrepostos cadastrados sob inspeção estadual, envasam anualmente cerca de 22 toneladas de mel.

Programa Oásis: O programa de conservação de polinizadores desenvolvido pela Ecoa acompanha a situação em contato com o Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAp) do Estado, coordenado por Noirce Lopes da Silva, para que se dissemine a informação da presença do besouro, de modo a evitar maiores danos e promover a proteção das espécies, tão fundamentais à conservação biodiversidade.

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*Nº 3/2016/CIEP/DSA/SDA/GM/MAPA

**Nota Técnica da Iagro, de 24 de janeiro de 2019.

 

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