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Os projetos relacionados à Hidrovia Paraná Paraguai: Iniciativas na Bolívia

Hidrovia têm impactos diretos no Sistema Paraná-Paraguai de Áreas Úmidas, do qual dependem 20 milhões de pessoas

saraprobioma
Publicado em 21 de junho de 2018 às 16:01 Compartilhar:

Cuiabá, maio de 2018 – Marco na articulação em defesa do Pantanal*

Sara Crespo, da Probioma (Bolívia), tratou das problemáticas da Hidrovia Paraná-Paraguai (HPP) na perspectiva da Bolívia e das iniciativas para viabilizá-la, considerando os impactos diretos no Sistema Paraná-Paraguai de Áreas Úmidas. Este que abarca Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, tem importância internacional e mais de 20 milhões de pessoas dependem da água e dos recursos fornecidos, entre elas, comunidades indígenas, tradicionais, áreas urbanas e rurais.

O Sistema Paraguai Paraná de Áreas Úmidas

O Sistema Paraguai Paraná de Áreas Úmidas

Na Bolívia e em outros países afetados pela HPP, Sara destaca que a oposição é articulada em torno da magnitude e distribuição dos impactos da canalização em larga escala do Sistema Paraná-Paraguai, como parte de um desenvolvimento baseado na expansão das indústrias extrativas.

Os impactos ambientais da HPP se dão, particularmente, nos âmbitos:

• De equidade e desigualdade na distribuição de benefícios e custos econômicos, ambientais e sociais;

• Quanto à salvaguarda de procedimentos e mecanismos de tomadas de decisão frente a projetos direta e indiretamente vinculados à HPP, como hidrelétricas e culturas de soja.

Ainda assim, são permanentes as tentativas de viabiliza-lá. Os governos investiram em instalações portuárias e em trabalhos de dragagem para melhorar a navegabilidade dos rios. Além disso, em estradas como a rodovia Puerto Suárez – Puerto Busch.

 

Estas obras, segundo Sara, violam tratados internacionais, afetam áreas protegidas e causam outros inúmeros efeitos danosos. Uma análise que, junto a outras apresentadas em Cuiabá, levou a um debate dedicado a promover uma forte articulação entre os diferentes grupos presentes, mas também buscar soluções para o desenvolvimento regional.

*
Pesquisadores, representantes de ONGs, pescadores e líderes de comunidades reuniram-se em Cuiabá, no mês de maio, para discutir sobre os graves problemas do Pantanal e da Bacia do Alto rio Paraguai (BAP) como, o desmatamento, o avanço da soja sobre a planície, as represas que cortam os rios, o novo projeto da Hidrovia Paraná Paraguai e as iniciativas, projetos e programas para o desenvolvimento local.

Publicações sobre a reunião em Cuiabá podem ser conferidas no site. Acompanhe.

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