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Parceria entre ONGs e governo ampliam poder de ação em projetos ambientais

Em entrevista dada ao Jornal da USP, professor Pedro Luiz Côrtes comenta o papel de convênios no andamento de projetos e os impactos da suspensão de verbas

Foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press via Correio Brasiliense
Publicado em 1 de março de 2019 às 19:50 Compartilhar:

Suspensão: Em janeiro, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, suspendeu todos os convênios e parcerias da pasta com organizações não governamentais – as ONGs – por 90 dias. Também foi determinado pelo ministro que os convênios, acordos de cooperação e projetos do Ibama, do ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade) e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, feitos com ONGs, deverão ser avaliados previamente pelo seu gabinete.

Possíveis impactos: Em entrevista para o Jornal da USP, o professor Pedro Luiz Côrtes, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE), comenta a parceria comum entre ministérios e ONGS, que visam ampliar o poder de ação do governo e dos projetos ambientais. De acordo com o professor, a suspensão por 90 dias coloca em risco a continuidade de projetos importantes, visto que vários projetos são de fluxo contínuo, ou seja, demandam desembolso constante de verbas já previstas – inclusive internacionais – para o pagamento de salários e custeio de atividades.

Parceria Governo x ONGs: Como explica Côrtes, um dos principais motivos para a criação de vínculos entre o Poder Público e as ONGs é a limitação de equipes para execução de projetos. A partir do estabelecimento de acordo com uma ONG, com prazos e objetivos pré-estabelecidos, o governo consegue iniciar o andamento aos projetos ambientais.

Confira a matéria completa no Jornal da USP.

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