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Agrotóxicos – comida envenenada e polinizadores em risco de extinção

Os agrotóxicos estão por toda parte: consumimos comida envenenada e polinizadores sofrem risco de extinção

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Publicado em 13 de novembro de 2017 às 12:38 Compartilhar:

- 36% dos alimentos têm agrotóxico proibido ou acima do limite, segundo estudo realizado pelo Greenpeace;

- Os pesticidas são o principal inimigo dos polinizadores, inclusive, muitos se encontram em risco de extinção;

- Várias países já proibiram o uso dos pesticidas por causarem danos para as abelhas, pois, provocam o chamado Colapso das Colmeias.

 

A pesquisa realizada pelo Greenpeace e divulgada na terça-feira, 31 de outubro, aponta que 36% dos alimentos comuns na dieta dos brasileiros e vendidos em feiras livres de São Paulo e Brasília, contêm agrotóxicos proibidos, ou acima do limite permitido para o consumo humano.

O arroz branco, integral, feijão preto, feijão carioca, mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laraja, banana nanica, banana prata e café, foram os alimentos analisados pela pesquisa, que fez um levantamento entre os dias 11 e 13 de setembro com produtos comprados nas centrais de abastecimento das feiras livres de São Paulo e Brasília e na zona cerealista de SP.

Das amostras analisadas, 30, isto é, 60% continha resíduo de agrotóxicos. Em 18 amostras, havia ou quantidade acima do permitido, ou produto não permitido para aquele tipo específico de cultura.

O mal está por todos os continentes

Pesquisa publicada na revista Science revela um panorama global sobre a exposição de abelhas aos neonicotinoides (como indica o mapa abaixo) – o grande inimigo presente nas lavouras de todos os continentes, exceto na Antártida. Foram analisadas 198 amostras de mel de todo o mundo e encontrados componentes do pesticida neonicotinoide em 75% das amostragens.

Mapa divulgado na revista Science mostra a presença de neonicotinoide nas amostras de mel de todo o mundo

Mapa divulgado na revista Science mostra a presença de neonicotinoide nas amostras de mel de todo o mundo

O Reino Unido analisa a proibição total dos pesticidas que causam danos para as abelhas. É uma mudança radical na posição anterior do governo britânico e é justificada por evidências recentes, as quais mostram que os neonicotinoides contaminaram toda a paisagem e causaram danos às colônias. Outro fator importante é a revelação feita por um estudo de que 75% de todos os insetos voadores na Alemanha desapareceram.

Os neonicotinoides são o inseticida mais utilizado no mundo. Em 2013, a União Européia proibiu seu uso em culturas florestais, mas o Reino Unido esteve entre os que se opuseram à proibição. A Comissão Europeia quer uma proibição total de seu uso fora das estufas. A votação sobre o assunto está prevista para dezembro e com a nova posição do Reino Unido é muito provável que passe.

Polinizadores em risco 

O uso de agrotóxicos nas lavouras é o principal causador da morte de milhares de abelhas e coloca outros polinizadores, essenciais para a vida humana, em risco de extinção. Sem eles, ou com sua redução, o ambiente sofre vários danos, entre eles os impactos na produção agrícola e, portanto, na economia.

As plantas que dão origem a alimentos, medicamentos, fibras, biocombustíveis, entre outros, dependem da polinização animal. Seres vivos como abelhas, morcegos e beija-flores correm risco de serem extintos.

Programas de conservação

No Pantanal, em suas regiões mais selvagens ainda livre de agrotóxicos, com florada durante todo o ano – fornecedoras de néctar para as espécies polinizadoras, capaz de conservar as endêmicas da região pantaneira e outras que estão susceptíveis de extinção – pode ser um oásis a preservação das abelhas e outros polinizadores.

Um dos programas da Ecoa é o de conservação de polinizadores, chamado Oásis, o qual é possível contribuir por meio da compra das canecas disponível na loja online. Os recursos arrecadados contribuem com o programa, que além da conservação, tem a produção de mel como alternativa de renda para famílias ribeirinhas e de assentamentos rurais.

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