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Rio Correntes e sua morte iminente

Já são três represas no rio correntes e os danos sociais, ambientais e econômicos, são gravíssimos

(Foto: Ethieny Karen)
Publicado em 16 de outubro de 2018 às 13:20 Compartilhar:

Ethieny Por Ethieny Karen (Ecoa – Ecologia e Ação)
Ethieny é estagiária da Ecoa e graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

 

 

- O rio Correntes apresenta um assoreamento intenso, provocado pelas barragens, pelo gado de grandes fazendas nas margens do rio e pelas águas em períodos de cheia.

- Partes do rio estão morrendo, seu pulso de inundação está comprometido.

Não tem mais peixe, o nível de mortandade é elevado. Os braços do rio secam e os peixes ficam desconfiados para onde ir. Existem problemas na hora da piracema, levando a pouca procriação.

- Turismo inexistente, uma fileira de barcos pode ser vista nas margens do rio. Donos de pousadas se queixam da falta de turistas.

 

O rio Correntes, um dos rios que abastece o Pantanal, apresenta sinais claros de sua morte. Onde havia abundância de peixes, berçários de periquitos e araras, agora só se vê troncos tombados, assoreamento e um fino rio com braços criados que antes não existiam.

Já são duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) Aquarius I e Santa Gabriela e uma usina hidrelétrica (UHE) Ponte de Pedra, instaladas ao longo da curva do rio. Na região viviam 67 famílias de ribeirinhos e, atualmente, vivem 25. Boa parte se mudou para áreas urbanas para tentar sobreviver.

Com base em dados coletados e imagens registradas, foi criada uma série de vídeos a respeito dos impactos causados no rio Correntes e nas vidas dos ribeirinhos que moram nas suas margens.

Aparecido é professor de história e piscicultor. Ele questiona se houve um estudo socioambiental e econômico na região, quando foram construídos os empreendimentos.

 

Eraldo é dono da pousada Pé de Serra, localizada em Itiquira, em Mato Grosso, cidade que faz fronteira com Sonora, em Mato Grosso do Sul, e relata as dificuldades que enfrentou devido às construções dos empreendimentos hidrelétricos.


Antenor faz parte da comunidade dos ribeirinhos do Pantanal e explica sobre como era o rio antes das construções das barragens.

Ieda é presidente da Associação dos Ribeirinhos Preservacionistas Ambientais do Rio Correntes e dona de uma pousada que está abandonada. Nenhum turista procura mais a região que um dia foi um local turístico famoso.

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