Depois de semanas intensas de enfrentamento ao fogo, a Serra do Amolar — região a montante de Corumbá, na fronteira com a Bolívia — está finalmente livre de focos de incêndio. A boa notícia foi confirmada por Edilaine Nogales de Arruda, da brigada comunitária local.
“Sim, graças a Deus nosso trabalho foi bem feito e, com a ajuda da chuva, graças a Deus não tem mais fogo e nem foco”, relatou Edilaine.
O fogo começou a se espalhar na Serra do Amolar no dia 29 de setembro. Desde então, brigadistas comunitários, equipes do Prevfogo/Ibama e outras brigadas uniram esforços no combate às chamas.
A topografia acidentada, o difícil acesso e a longa distância entre os pontos de atuação tornaram o trabalho diário extremamente exaustivo. Foram percorridas caminhadas de até 14 quilômetros com equipamentos pesados, em um terreno pedregoso e inclinado.
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Brigada da Serra do Amolar
Os brigadistas comunitários da Serra do Amolar/Binega foram formados e reciclados em abril deste ano, no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense (PARNA), com apoio do Projeto GEF Terrestre, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e seus parceiros. Desde então, passaram a atuar não apenas na proteção de seus territórios, mas também com a possibilidade de exercer suas funções como profissionais capacitados e remunerados em áreas vizinhas, como reservas privadas, unidades de conservação e até fazendas.
Formação de brigadas comunitárias no Pantanal
A Ecoa acredita nessa estratégia desde 2006 ao ser pioneira na formação de brigadas comunitárias voluntárias do Pantanal, formando uma brigada de apoio ao PARNA, que contou com moradores das comunidades Barra do São Lourenço e Amolar.
