O ano de 2025 foi marcado por avanços na conservação ambiental, fortalecimento comunitário, justiça socioambiental e protagonismo de mulheres no Cerrado. Atuando em rede, com comunidades, organizações parceiras e instituições públicas, a Ecoa seguiu transformando territórios e fortalecendo modos de vida sustentáveis.
A seguir, reunimos as principais conquistas do ano, organizadas por eixos de atuação.
Comunidades do Pantanal
• Treinamento e reciclagem de 34 brigadistas: organizamos no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense o treinamento e a reciclagem de 34 brigadistas comunitários voluntários das brigadas Barra do São Lourenço, Amolar, Binega, Paraguai Mirim e Baguari. Ação em parceria com Prevfogo/IBAMA, GEF Terrestre/Funbio e WWF/Unesco.
• Curso de atualização de brigadas: organizamos a atualização das brigadas Trevo Carandazal e Bandeiras (14 brigadistas) e a criação de uma nova brigada de 6 brigadistas (Assentamento Tupãbaê) em Miranda/MS em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e apoio direto do Fundo Casa Socioambiental.
• 2 Oficinas de Educação Ambiental do Manejo do Fogo: em parceria com Prevfgo/IBAMA e GEF Terrestre/Funbio, foram realizadas oficinas com brigadistas comunitários voluntários e professores da Escola Municipal Rural Polo São Lourenço.
• Compra e entrega de macacões para coletores de iscas: em parceria com o MPT/MS, foram adquiridos e entregues 78 macacões vulcanizados para coletores de iscas de comunidades tradicionais do Pantanal e quilombolas.
Áreas Protegidas e Restauração
• Criação da RPPN Água Branca: apoio direto para a criação da RPPN Água Branca em Pedro Gomes de 29,26 hectares.
• Implementação de viveiro: iniciamos a implementação do viveiro “Plantando Águas” no Assentamento Andalucia, Nioaque – apoio direto do Global Nature Fund (GNF).
• Plantio de mudas nativas: plantio de 400 mudas nativas em áreas do assentamento Andalucia e Boa Esperança, Nioaque – com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e GNF.
Articulação Institucional
• Construção do centro de processamento de mel: iniciamos as tratativas para construção do centro de processamento de mel em Miranda – apoio direto do GNF.
• Criação do Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos: mobilizamos a prefeitura para a criação do Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos no âmbito de Município de Miranda – MS (Decreto n° 4.306/2025).
Paisagem Modelo Pantanal
• Restauração de pastagens: 22ha recuperados em 10 propriedades (Assentamento 72) com 460 kg de sementes de Brachiaria MG-5; realização de oficina de manejo com 24 participantes.
• Monitoramento de Sistemas Agroflorestais (SAFs): adoção de irrigação solar se mostrou estratégica para enfrentar as secas prolongadas que vêm se intensificando no Pantanal.
• Novos SAFs: 6 implantados com 1.516 mudas e 19,41 kg de sementes forrageiras; oficina prática de manejo com 18 participantes.
• Fauna e SAFs: 37 espécies registradas.
• Cadeia da bocaiúva: Avaliação participativa com 22 pessoas apontou potencial de crescimento.
• Bem-estar: 70 entrevistas indicam melhora nas condições das famílias, possivelmente relacionada aos SAFs.
• Infraestrutura: Implantação de viveiro (capacidade 8–10 mil mudas florestais e até 11 mil hortaliças).
• Governança do fogo: Oficina internacional (44 participantes de 4 países) resultou em plano integrado de manejo de incêndios para a Paisagem Modelo.
Gênero e Conservação
Organizamos:
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Tribuna das Mulheres – Dia 10/09/2025, organizada pela ECOA – Ecologia e Ação com Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher – Câmara Federal dos Deputados, para celebrar e reafirmar a presença das mulheres liderando processos para a conservação do Cerrado. (IEB/CEPF). A ocupação desse espaço foi parte do processo formativo do projeto “Equidade de gênero e justiça socioambiental para a conservação do Cerrado, Brasil: formação de mulheres líderes”, implementado pela organização ECOA, cujo objetivo foi fortalecer a presença de mulheres líderes para a conservação, ampliando vozes e ações em defesa do Cerrado, integrando aspectos de gênero, raça, questões socioambientais e práticas de liderança em um contexto de diversidade cultural e ambiental.
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III Plenária da Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal. Nioaque, Mato Grosso do Sul. Ocorreu na sede do Ceppec, nos dias 15 e 16 de agosto de 2025 (IEB/CEPF). Grupos de mulheres de comunidades tradicionais e populações locais do Cerrado e Pantanal, que trabalham nos territórios com o manejo artesanal e sustentável de espécies nativas como Bocaiuva, Laranjinha de Pacu, Aguapé, Acuri, Jaracatiá, Baru e Mel, se reuniram definindo pela integração de novos grupos e atualização das agendas prioritárias da Rede CerraPan.
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A Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal – CerraPan completou em 2025 uma década de resistência e organização coletiva. Em 2025 ela foi ampliada e passou a ser composta por 17 grupos organizados de mulheres do Cerrado e Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Apoiamos na organização:
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XI Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Brasília, Distrito Federal. (IEB/CEPF). Realizado de 10 a 13 de setembro de 2025, organizado pela Rede Cerrado, reunindo povos indígenas, quilombolas, extrativistas, comunidades tradicionais e organizações da sociedade civil, com o tema “Cerrado, berço das águas, coração do Brasil”.
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10º Encontro de Apicultores e o 1º Encontro de Meliponicultores de Mato Grosso do Sul – 28 e 29 de novembro. (IEB/CEPF e GNF/BMZ). Realizado no campus da UFMS, reuniu mais de 200 produtores/as, pesquisadores/as, técnicos/as, estudantes e instituições. Contou com parceria da ECOA.
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Seminário de Valorização de Plantas Alimentícias do Cerrado e do Pantanal e da Feira Científica e Cultural de Sabores e Artes (UFMS, IEB/CEPF). 12/12/2025. Reuniu agricultoras e agricultores familiares, extrativistas, quilombolas e povos indígenas, com ação direta da ECOA e Ceppec.
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20 anos do CEPPEC – Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado. Eventos realizados em agosto de 2025, em Nioaque (MS), celebrando duas décadas de história, resistência e desenvolvimento sustentável no Cerrado.
Implementamos:
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Programa de Equidade de Gênero e Justiça Socioambiental para a Conservação do Cerrado: formação de mulheres líderes, que formou 40 mulheres de 8 diferentes estados brasileiros. (IEB/CEPF).
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10 quintais produtivos nos Assentamentos Andalucia e Boa Esperança, Nioaque/MS, apoiando diversidade produtiva, segurança alimentar e autonomia financeira de mulheres assentadas. (Fundo Ecos).
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Recuperação de duas áreas de nascentes de água nos Assentamentos Andalucia e Boa Esperança, afluentes do Córrego Taquaruçu. (Fundo Ecos e GNF/BMZ).
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Diálogos com a União Europeia, a partir da Dinamarca, para a comercialização da castanha de baru, envolvendo 14 comunidades tradicionais em 8 municípios do MS.
Publicamos e lançamos:
- Informe Nacional: Integrando Gênero à Conservação: Experiências e aprendizados do Cerrado – II Informe Nacional da articulação entre mulheres dialogando sobre gênero, conservação ambiental e modos de vida. Apoio: CEPF/IEB
- Biblioteca Virtual de Gênero e Cerrado: https://ecoa.org.br/biblioteca-de-genero-e-cerrado/. Apoio: CEPF/IEB
- Curta Metragem: “Raízes do Cerrado: Mulheres em luta pela conservação”. Apoio: CEPF/IEB
Apoiadores de Gênero e Conservação:
Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF)
Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)
Bosques del Mundo (BDM)
Danida Green Business Partnership (DGBP)
Fundo Ecos / ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza
Ministério Público do Trabalho, 24ª Região (MPT/MS)
Global Nature Fund (GNF)
Ministério Federal Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ)
Em 2025, a Ecoa obteve importantes avanços na conservação ambiental, no fortalecimento comunitário e na promoção da equidade de gênero, atuando de forma integrada com comunidades, parceiros e instituições públicas. Os resultados alcançados, desde a formação de brigadistas e restauração de áreas degradadas até a valorização de saberes e lideranças femininas, demonstram que o trabalho contínuo em rede é capaz de gerar impactos concretos nos territórios, fortalecendo modos de vida sustentáveis e consolidando práticas de conservação que respeitam tanto o meio ambiente quanto as pessoas que dele dependem.































































