Com 18 brigadistas formados, TI Cachoeirinha chega a três brigadas comunitárias e começa monitoramento por ciência cidadã
Nos dias 21 e 22 de setembro, 18 brigadistas da Terra Indígena (TI) Cachoeirinha, em Miranda (MS), passaram por formação em prevenção e combate a incêndios. As brigadas comunitárias das aldeias Mãe Terra e São Miguel fizeram uma atualização, e a Caianás, organização de famílias Terena do território, formou sua primeira brigada. Com isso, a TI passa a contar com três brigadas comunitárias voluntárias, que atuam ao lado da brigada federal (Brif) do Prevfogo/Ibama.
O treinamento foi conduzido por Thainan Bornato e Airton Sebastião, do Prevfogo/Ibama, e contou com apoio do brigaditas Oziel da BRIF da Aldeia Limão Verde. Os conteúdos incluíram o manual do brigadista, o uso e a manutenção dos equipamentos e técnicas de abertura de aceiro, as faixas de terreno limpo que impedem o avanço do fogo, entre outros assuntos.
Além de promover a formação, a Ecoa doou equipamentos de combate e de proteção individual às brigadas.
Durante a formação, a equipe da Ecoa também implantou uma ferramenta de monitoramento participativo de incêndios baseada em ciência cidadã. A proposta é que os próprios brigadistas registrem os dados das ocorrências e das ações no território, desde a prevenção até a detecção de fogo. O mesmo monitoramento será feito por brigadistas da APA Baía Negra, do Assentamento 72 e do Esquadrão Harpia, na Paisagem Modelo Pantanal (PMP).
A Ecoa aposta nas brigadas comunitárias desde 2006. Uma das vantagens está na proximidade, uma vez que, quem mora no território conhece o terreno e muitas vezes chega primeiro ao foco, podendo assim fazer o primeiro combate ou avisar o Prevfogo/Ibama e o Corpo de Bombeiros sobre o apoio necessário. Outro ponto é que a estratégia garante gente formada para a prevenção e para conversar com os vizinhos. Desse modo os focos tendem a ser menores e mais fáceis de controlar.
A formação integra o projeto “Early action for expected fire risk in the Pantanal”, executado pela Ecoa com financiamento da Aktion Amazonas. Já a parte de monitoramento participativo faz parte do projeto “Ciencia Ciudadana: Asegurando la vida de comunidades y bosques en el Cerrado-Pantanal de Mato Grosso do Sul”, executado pela Ecoa com apoio da Bosques del Mundo (BDM).
📸 Confira as imagens (fotos de Fernanda Cano e da Caianás):

















































