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10ª Expedição Pantanal – Povos e comunidades do bioma recebem uma das maiores ações socioambientais do ano

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Integrantes da PMA e voluntários da Expedição Pantanal na MItã Rory, embarcação da instituição (Foto: Silas Ismael)

Há 10 anos teve início uma iniciativa inovadora e transformadora: a Expedição de Educação Ambiental do Pantanal, que em 2025 chegou à sua 10ª edição. Executada pela Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul e pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena – IASB, a ação reúne diversas instituições parceiras, entre elas a Ecoa, presente desde as primeiras edições.

Em 2025, sob coordenação do capitão Jorge Manoel Martins Júnior, da 2ª Companhia de Polícia Ambiental em Corumbá, a expedição mobilizou três grandes embarcações para realizar atendimentos diretos em nove comunidades e em sete escolas públicas e privadas do sul e do norte de Corumbá. As atividades alcançaram Porto da Manga, Albuquerque e Porto Esperança no tramo sul, além das comunidades Castelo, Paraguai-Mirim, São Francisco, Porto Amolar, Barra do São Lourenço e a Terra Indígena Guató no tramo norte, atendendo também famílias ribeirinhas do entorno.

A ação ofereceu atendimentos médico, odontológico, jurídico e veterinário, além de atividades pedagógicas focadas na conscientização ambiental. Houve ainda a distribuição de cestas básicas, roupas, kits de higiene, mudas e macacões destinados às pessoas isqueiras.

A Expedição Pantanal nasceu da necessidade de levar suporte social a regiões remotas e de difícil acesso. Seu impacto para as comunidades locais é significativo e reforça a importância de sua realização anual. E marcam um olhar estratégico das instituições envolvidas na promoção de dignidade e reconhecimento dos direitos e valores que povos e comunidades tradicionais, os guardiões do Pantanal, têm em seus territórios.

Parceira desde a 3ª edição, em 2018, a Ecoa contribui com ações que promovem segurança, educação e prevenção nas regiões pantaneiras, além de fortalecer a conservação da biodiversidade. A organização também atua na mobilização social e no desenvolvimento comunitário por meio da tecnologia social Desenvolvimento Integral de Comunidades do Pantanal (DICOM), que apoia associações locais, amplia o acesso a políticas públicas e incentiva a geração de renda para as famílias ribeirinhas.

Parceria com o MPT

Entre os parceiros mais longevos e estratégicos da iniciativa está o Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da 24ª Regional em Mato Grosso do Sul. Além de apoios como cestas básicas e filtros d’água, o MPT é responsável por viabilizar, desde 2012, a aquisição dos macacões vulcanizados utilizados por pescadoras, pescadores e, principalmente, pelas pessoas isqueiras.

Esses macacões são Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fundamentais, pois oferecem segurança contra ataques de arraias, jacarés e cobras, além de prevenirem doenças ginecológicas associadas à longa exposição à água, uma das principais vulnerabilidades enfrentadas por mulheres que trabalham na coleta de iscas no Pantanal. A entrega desses equipamentos fortalece a proteção, a dignidade e o bem-estar coletivo das comunidades ribeirinhas.

A coleta de iscas vivas no Pantanal costuma ser feita em duplas, com o uso de uma armação retangular de ferro, com uma tela de náilon esticada (a mesma utilizada em janelas para proteção contra insetos). Foto: Luiza Rosa.

Leia: Coleta de iscas: imersa em uma prática pantaneira

Veja fotos da 10ª Expedição Pantanal abaixo:

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