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Ecoa leva agricultores e lideranças do Pantanal e do Cerrado ao Agroecol 2026

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Agroflorestas, extrativismo e a experiência das mulheres do Cerrado e do Pantanal estão entre os temas que agricultores e lideranças apresentam no evento, com apoio da Ecoa

De 4 a 7 de novembro, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, recebe o Agroecol 2026, que tem como tema “Ciência, movimento e prática: como superar a crise climática?”. A Ecoa – Ecologia e Ação leva ao evento agricultores, extrativistas e lideranças do Pantanal e do Cerrado, que vão participar de mesas, rodas de conversa e oficinas.

Entre eles estão Seu Felipe e sua família, que cultivam em sistema agroflorestal no Assentamento 72, em Ladário (MS). No dia 5, às 8h40, eles contam como a agrofloresta mudou a forma de plantar no sítio e a renda da família, na mesa “Desafios, avanços e perspectivas em sistemas agroflorestais na Paisagem Modelo Pantanal”, no Auditório 1 do Complexo Multiuso. Na mesma mesa, Seu Jânio, presidente da Associação Agroflorestal do Assentamento 72, fala da associação que os agricultores estão criando a partir das agroflorestas implantadas pelo projeto da Paisagem Modelo Pantanal.

O Assentamento 72 fica na Paisagem Modelo Pantanal, uma área de 76 mil hectares na borda oeste do Pantanal, entre Corumbá e Ladário, considerada prioritária para a conservação da biodiversidade, onde comunidades tradicionais, assentamentos rurais e mineração dividem o território. Hoje, 13 agroflorestas estão em produção no assentamento, combinando árvores nativas, frutíferas e hortaliças, com irrigação movida a energia solar que mantém os cultivos durante a seca. Em junho deste ano, as famílias começaram a ampliar os sistemas.

À tarde, às 14h30, Leonida Aires apresenta “Quem cuida de quem cuida?” na mesa sobre conservação, restauração e extrativismo no Pantanal. Ela participa como representante da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais Pantaneiras, da Rede de Mulheres Produtoras do Cerrado e Pantanal (CerraPan) e da Renascer – Associação das Mulheres Artesãs da Comunidade da Barra do São Lourenço. Nos dias 5 e 6, ela também conduz uma oficina de biojoias.

Às 15h30, Rosana Claudina Sampaio, a Preta, leva a experiência das mulheres do CEPPEC – Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado para a roda de conversa “Impacto e visibilidade das mulheres na agroecologia”. Ela também conduzirá um encontro do GT Baru, com participantes de Goiás e Mato Grosso, durante a programação.

O Agroecol 2026 reúne dez encontros e seminários de agroecologia, entre eles o 6º Seminário de Agroecologia da América do Sul, o 10º Seminário de Agroecologia de Mato Grosso do Sul, o 5º Seminário de Sistemas Agroflorestais em Bases Agroecológicas de MS e o 1º Encontro de Povos Originários de Mato Grosso do Sul. A Ecoa – Ecologia e Ação é uma das apoiadoras do evento.

📝Inscrições em: https://www.even3.com.br/agroecol-2026-713086/

A programação completa está em agroecol.ufms.br e no perfil @agroecol2026.

A participação das lideranças comunitárias do Cerrado e Pantanal no Agroecol 2026 tem apoio da Ecoa por meio dos projetos “Pantanal: Combate às mudanças climáticas e promoção do desenvolvimento local”, financiado pelo Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) e pelo Global Nature Fund (GNF), e “Strengthening Local Rights and Resilience in Climate-Vulnerable Wetlands in Brazil”, executado em parceria com a Aktion Amazonas.

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