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Ações do Prevfogo avançam na Serra do Amolar com fortalecimento de brigadas comunitárias apoiadas por projeto da Ecoa

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Ação integra política nacional de manejo do fogo e reforça articulação com comunidades no entorno do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense

Em março de 2025, durante a operação realizada no contexto da COP15, o Prevfogo — centro especializado do Ibama responsável pela política nacional de prevenção e controle de incêndios florestais — realizou visitas técnicas e atividades de qualificação junto às brigadas comunitárias voluntárias da região da Serra do Amolar, no entorno do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense.

A ação envolveu brigadas das comunidades de Barra do São Lourenço, Binega/Porto Amolar, Ilha do Baguari (formada exclusivamente por mulheres) e Paraguai Mirim, com foco na atualização técnica, revisão de equipamentos motorizados e alinhamento de estratégias para o período crítico de incêndios

VEJA TAMBÉM: A primeira brigada comunitária feminina do Pantanal – a Brigada Ilha do Baguari

A atividade integra um conjunto de ações coordenadas no âmbito da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída em 2024, e marca o início de uma agenda mais ampla de prevenção na região, voltada ao fortalecimento da capacidade de resposta das brigadas comunitárias e à atuação integrada entre diferentes instituições.

Segundo Alexandre Pereira, do Prevfogo, está em construção uma operação conjunta de prevenção que deve reunir brigadas comunitárias, equipes do Prevfogo, Corpo de Bombeiros e outras instituições parceiras. A proposta inclui a realização de ações como a construção de aceiros, a qualificação das brigadas e o planejamento de atividades integradas ao longo dos próximos meses.

Essas ações são resultado direto do processo de formação, mobilização e planejamento desenvolvido no âmbito do projeto “Manejo Integrado do Fogo com as Comunidades Tradicionais e o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense na Transformação da Realidade Local”, coordenado pela Ecoa com apoio do Funbio e do GEF Terrestre.

Ao longo do projeto, foram formadas e fortalecidas brigadas comunitárias estratégicas no entorno do Parque, além do apoio à Brigada Federativa Indígena (BRIFI) Guató, incluindo a doação de equipamentos. Como parte desse processo, também foram elaborados os Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) de cada comunidade, construídos de forma participativa durante oficinas de educação ambiental.

Esses planos orientam as ações atualmente em curso na região e subsidiam a atuação de instituições como o Prevfogo, o Corpo de Bombeiros e outras organizações parceiras, fortalecendo a integração entre políticas públicas e iniciativas locais.

“Essas brigadas são estratégicas na transformação do cenário de mega incêndios no Pantanal, e a Ecoa aposta nisso há quase duas décadas”, afirma André Luiz Siqueira, diretor de projetos da instituição e coordenador do projeto.

A visita realizada em março é a primeira de uma série de ações previstas para os próximos meses. Parte das atividades planejadas não pôde ser executada neste momento devido ao volume de chuvas na região, o que reforça o caráter contínuo e adaptativo da estratégia de manejo do fogo no território.

A Ecoa apoia a formação de brigadas comunitárias voluntárias no Pantanal desde 2006, quando foi pioneira na constituição da primeira brigada de apoio ao Parque Nacional, com moradores das comunidades Barra do São Lourenço e Amolar. Ao longo dessa trajetória, já foram formadas 23 brigadas, consolidando um modelo baseado na integração entre conhecimento local, políticas públicas e estratégias de conservação do bioma.

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