Novos brigadistas serão enviados pelo Prevfogo/Ibama para a região da Serra do Amolar. Parte deles ficará hospedada na base da Ecoa, no Porto Amolar. Equipamentos como bombas hidráulicas e um quadriciclo estão à disposição. Desde o dia 29 de setembro, a brigada local, sob o comando do chefe Roberto Carlos Arruda (Beto), está trabalhando na prevenção. As informações sobre a situação chegam em tempo real a partir dos brigadistas.
Segundo informações de Roberto Carlos Arruda – o Beto – chefe da brigada comunitária da Serra do Amolar, o incêndio que atinge a região fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia segue sendo monitorado e a brigada está preparando aceiro para proteger a região abaixo dos morros. Até a última atualização, o fogo ainda não havia descido para a área onde ficam as casas — ele permanece do outro lado, nas regiões entre Palmital e Penha.
Para aumentar a segurança da população, os brigadistas estão mobilizados para abrir aceiros (faixas de terra sem vegetação utilizadas como barreira contra o fogo) com o objetivo de atuar como linha de defesa caso as chamas avancem. Durante a noite, avaliações serão feitas para verificar se há deslocamento do fogo e, se necessário, iniciar ações de contenção para proteger as comunidades.
Chefe da Brigada comunitária da Serra do Amolar monitora incêndio e prepara sistema de defesa
Ecoa e brigadas comunitárias
A Ecoa acredita na estratégia de formação de brigadas comunitárias voluntárias no Pantanal desde 2006, sendo pioneira ao formar uma brigada de apoio ao PARNA (Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense), que contou com moradores das comunidades Barra do São Lourenço e Amolar.
Relembre a matéria publicada em 15 de agosto de 2025. Acesse aqui.
A presidenta da Ecoa e o Cerrado segundo o ChatGPT
Com o agravamento da crise hídrica em regiões do estado de São Paulo a SP Águas, a agência reguladora das águas, decretou situação de “escassez” para as duas sub-bacias visando preservar reservatórios que abastecem principalmente a região metropolitana da cidade de São Paulo. O rio Piracicaba nasce no sul de Minas Gerais, percorre 115 quilômetros até desaguar no rio Tietê, nos municípios de e Santa Maria da Serra e Barra Bonita em São Paulo. O rio Tietê, por seu turno, é um dos principais afluentes do rio Paraná. Ele nasce na Serra do Mar, a apenas 22 quilômetros do oceano, percorrendo para o interior mais 1.100 km, até desaguar no rio Paraná, em Itapura, após banhar 62 municípios paulistas (SP Águas). No curso do Tietê estão várias hidrelétricas sendo seu leito uma via de escoamento de grãos através da hidrovia Tietê- Paraná.
A população de Corumbá (MS) receberá no sábado (27), às 14h, uma mensagem de teste em seus celulares como parte inicial da implementação do sistema nacional de alertas da Defesa Civil.
O teste será de caráter simulatório e não representa risco real. O sistema será utilizado oficialmente a partir de outubro para informar desastres e situações reais, como como tempestades, inundações, incêndios florestais e outras situações.
Outras cidades de Mato Grosso do Sul também receberão o alerta: Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.
Relembre da formação de brigadistas em comunidades ribeirinhas, populações indígenas e proprietárias rurais no Pantanal As brigadas foram compostas em trabalho conjunto pela ECOA em parceria com o WWF-Brasil e Prevfogo/Ibama, responsável pelo treinamento. Além disso, também tivemos apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que cedeu a Base de Estudos do Pantanal para atividades da formação.



