Florestas Modelo Brasileiras rumo à COP30: Paisagem Modelo Pantanal apresenta soluções de adaptação e mitigação às mudanças climáticas

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No último dia 5 de novembro, foi realizado o Webinário Pré-COP 2025 – Florestas Modelo Brasileiras, que debateu o tema “Como as Florestas Modelo estão contribuindo para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas?”.

O encontro reuniu representantes das cinco iniciativas reconhecidas no país – Amazonas Tapajós (PA), Hileia Baiana (BA/ES), Mata Atlântica (MG), Mosaico Sertão Veredas -Peruaçu (MG/GO/BA) e Pantanal (MS) – para compartilhar experiências e resultados de ações que unem comunidades, instituições e governos locais na gestão integrada de paisagens sustentáveis.

André Nunes, diretor da Ecoa e Coordenador da Paisagem Modelo Pantanal (PMP), conta como ficou impressionado com a grandeza dos territórios envolvidos:

“São mais de 30 milhões hectares nos quais o programa atua no Brasil com questões que envolvem mudanças climáticas e conservação, é uma coisa muito surreal”.

Entre as experiências apresentadas, a Paisagem Modelo Pantanal (PMP), coordenada pela Ecoa, destacou práticas concretas de adaptação às mudanças climáticas.

A apresentação feita pela coordenadora da PMP, Luciana Vicente, trouxe dados e exemplos sobre os impactos da perda de água superficial no bioma — fenômeno que tem tornado o Pantanal mais vulnerável à seca e aos incêndios florestais.

Paisagem Modelo Pantanal

Como resposta, a Paisagem Modelo tem promovido iniciativas de restauração produtiva e agroflorestas (também chamados de quintais produtivos), que associam conservação ambiental e segurança alimentar.

Experiências como o uso de sistemas de irrigação movidos a energia solar têm garantido produção mesmo em períodos de estiagem prolongada, reduzindo custos com energia e aumentando a renda das famílias.

Além de promover soluções sustentáveis para a produção, a PMP também valoriza a coexistência com a fauna silvestre. Nos sistemas agroflorestais, a presença de espécies como onças, queixadas e aves do Pantanal é vista como um indicador positivo de equilíbrio ecológico

No trabalho também são desenvolvidas ações de recuperação de pastagens degradadas, evitando a abertura de novas áreas para a pecuária e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, além de manter um viveiro florestal para o fornecimento de mudas nativas utilizadas em agroflorestas e restauração.

O evento foi uma realização da Rede Latino Americana de Bosques Modelo, International Model Forest Network, EcoAgriculture Partners e Governo do Canadá.

SAIBA MAIS: Inscreva-se no Webinário preparatório para a COP 30 da Rede de Florestas Modelo do Brasil

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