Comunidade da APA Baía Negra recebe atividade de Justiça Restaurativa para fortalecer o diálogo e a convivência

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Juíza federal Raquel Domingues do Amaral. Foto: Matheus Carvalho

Encontro será conduzido pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral e utilizará círculos de paz, metodologia voltada à escuta, participação e ao fortalecimento das relações comunitárias.

Moradores da Área de Proteção Ambiental (APA) Baía Negra participam no próximo domingo (14), a partir das 8h, de uma atividade de Justiça Restaurativa conduzida pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral, uma das maiores referências nacionais em justiça restaurativa e meio ambiente.

A ação integra o projeto “Ações estratégicas e participativas no MIF para proteção da APA Baía Negra e sua comunidade”, executado pela Ecoa e financiado pelo Fundo Casa Socioambiental.

APA Baía Negra, Ladário, MS. Foto: Marco Carvalho

O que são os Círculos de Paz

A Justiça Restaurativa é um conjunto de princípios e práticas que, por meio da participação, do engajamento e da deliberação coletiva, busca construir a justiça de forma compartilhada. Os Círculos de Paz são uma das ferramentas dessa abordagem: espaços seguros de escuta e diálogo, onde os participantes podem expressar perspectivas, reconhecer responsabilidades e construir acordos juntos.

Na área socioambiental, essa metodologia tem se mostrado especialmente eficaz para fortalecer comunidades tradicionais, promover dinâmicas positivas de convivência e qualificar a participação social na gestão dos territórios.

Formação em Práticas de Justiça Restaurativa promovida pela Ecoa em Porto Esperança (MS), 2021

Uma parceria de longa data

A presença da Dra. Raquel Domingues do Amaral nas ações da Ecoa não é novidade. Ao longo dos anos, a parceria entre a organização e a juíza federal resultou em iniciativas concretas de garantia de direitos para comunidades pantaneiras. Entre elas a Expedição Cidadania, que leva serviços da Justiça Federal a moradores em áreas de difícil acesso, e a criação da Associação das Mulheres Artesãs da Barra do São Lourenço, a Renascer, em 2015.

Em 2024, a Ecoa também apoiou o II Seminário Internacional de Justiça Restaurativa e Meio Ambiente, realizado no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, onde André Siqueira, diretor de Programas e Projetos da organização, apresentou as ações da Ecoa relacionadas ao tema.

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