Encontro será conduzido pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral e utilizará círculos de paz, metodologia voltada à escuta, participação e ao fortalecimento das relações comunitárias.
Moradores da Área de Proteção Ambiental (APA) Baía Negra participam no próximo domingo (14), a partir das 8h, de uma atividade de Justiça Restaurativa conduzida pela juíza federal Raquel Domingues do Amaral, uma das maiores referências nacionais em justiça restaurativa e meio ambiente.
A ação integra o projeto “Ações estratégicas e participativas no MIF para proteção da APA Baía Negra e sua comunidade”, executado pela Ecoa e financiado pelo Fundo Casa Socioambiental.

O que são os Círculos de Paz
A Justiça Restaurativa é um conjunto de princípios e práticas que, por meio da participação, do engajamento e da deliberação coletiva, busca construir a justiça de forma compartilhada. Os Círculos de Paz são uma das ferramentas dessa abordagem: espaços seguros de escuta e diálogo, onde os participantes podem expressar perspectivas, reconhecer responsabilidades e construir acordos juntos.
Na área socioambiental, essa metodologia tem se mostrado especialmente eficaz para fortalecer comunidades tradicionais, promover dinâmicas positivas de convivência e qualificar a participação social na gestão dos territórios.

Uma parceria de longa data
A presença da Dra. Raquel Domingues do Amaral nas ações da Ecoa não é novidade. Ao longo dos anos, a parceria entre a organização e a juíza federal resultou em iniciativas concretas de garantia de direitos para comunidades pantaneiras. Entre elas a Expedição Cidadania, que leva serviços da Justiça Federal a moradores em áreas de difícil acesso, e a criação da Associação das Mulheres Artesãs da Barra do São Lourenço, a Renascer, em 2015.
