La Niña continua no Pacifico, mas com 61% de probabilidade que volte a fase neutra a partir de janeiro

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Postado originalmente dia 14 de novembro de 2025 por Alcides Faria.

– O que pode acontecer no Pantanal nos próximos meses com relação a chuvas?

O Climate Prediction Center (CPC) dos Estados Unidos informou em seu último diagnóstico, divulgado na quinta-feira, dia 13 de novembro, que as condições La Niña continuam prevalecendo no Pacífico equatorial, devendo a fase neutra entre o El Niño e La Niña voltar a partir de janeiro. A probabilidade apontada para que isso ocorra é 61%.

Uma informação importante na publicação é que, coletivamente, o sistema acoplado oceano-atmosfera reflete as condições de La Niña. O CPC-NOAA considera que nada influência mais o clima global do que os sistemas de temperatura no Pacifico equatorial, as variações entre El Niño e La Niña.

Na Ecoa monitoramos constantemente o que se passa no pacifico. Temos a suspeita que a Fase Neutra entre El Niño e La Niña tem coincidido, de uma maneira geral e não absoluta, com chuvas menos intensas e secas na bacia do rio Paraguai, onde está o Pantanal.

A seguir a tradução do texto publicado pelo CPC:

As condições de La Niña devem persistir durante o inverno do Hemisfério Norte, com uma transição para condições neutras de ENSO (El Niño Oscilação Sul) mais provável entre janeiro e março de 2026 (61% de probabilidade).

As condições de La Niña persistiram no último mês [outubro] , como indicado por temperaturas da superfície do mar (TSM) abaixo da média no Pacífico oriental e central (Fig. 1). Os índices semanais mais recentes de El Niño variaram de -0,5°C a -0,7°C, com exceção do índice Niño-1+2 mais a leste, que registrou -0,2°C (Fig. 2). Anomalias negativas de temperatura subsuperficial persistiram (Fig. 3), com temperaturas abaixo da média da superfície até 200 m de profundidade na metade oriental do Pacífico equatorial (Fig. 4).

A atmosfera continuou a refletir as condições de La Niña, com anomalias de vento leste em baixas altitudes e anomalias de vento oeste em altas altitudes observadas em grande parte do Pacífico equatorial. A convecção intensa persistiu sobre a Indonésia e foi suprimida perto da Linha Internacional de Data (Fig. 5). Tanto o Índice de Oscilação Sul tradicional quanto o Índice de Oscilação Sul equatorial foram positivos.

Coletivamente, o sistema acoplado oceano-atmosfera reflete as condições de La Niña.


Figura 1. Anomalías (°C) de la temperatura promedio de la superficie del océano (SST, por sus siglas en inglés) para la semana centrada en el 5 de noviembre de 2025. Las anomalías son calculadas utilizando como referencia los promedios semanales del período base de 1991-2020.

Figura 2. Series de Tiempo de las anomalías (en °C) de temperaturas de la superficie del océano (SST) en un área promediada en las regiones del Niño [Niño-4 (5ºN-5ºS, 150ºW-160ºE), Niño- 3.4 (5°N-5°S, 170°O-120°O), Niño-3 (5°N-5°S, 150°O-90°O), Niño-1+2 (0°-10°S, 90°O-80°O)]]. Las anomalías de SST son variaciones de los promedios semanales del período base de 1991-2020.

Figura 3. Anomalías del contenido calórico (en °C) en un área promediada del Pacífico ecuatorial (5°N-5°S, 180°-100°O). La anomalía del contenido calórico se calcula como la desviación de los penta-promedios del período base de 1991-2020.


Figura 4: Sección de profundidad-longitud de las anomalías de temperatura (°C) de la capa superior del océano Pacífico ecuatorial (0-300 m) centrada en la péntada del 4 de noviembre de 2025. Las anomalías son desviaciones respecto a los promedios de las péntadas del período base de 1991-2020.

 

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