Equipamento viabilizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul chega após cinco anos de reivindicações e reduz o risco de perdas durante a safra
Depois de anos dependendo de apoio externo para transportar a produção durante a safra, o Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado (CEPPEC), no Assentamento Andalucia, em Nioaque (MS), conquistou um caminhão baú — equipamento que passa a integrar a logística da associação e transforma o escoamento da produção de baru na região.
O caminhão foi viabilizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, via Agraer, e chega junto com outra melhoria recente: a instalação de energia solar pelo programa MS Trifásico.
Um desafio antigo
A coleta do baru acontece, em grande parte, durante o período de chuvas — o que exige agilidade para garantir que os frutos cheguem em boas condições até a agroindústria. Sem transporte próprio, o CEPPEC dependia de terceiros, o que aumentava o risco de perda e criava incerteza a cada safra.
A articulação para conseguir o equipamento levou pelo menos cinco anos, com debates em fóruns, diálogos com parceiros e incidência junto ao Estado.
A articulação para conseguir o equipamento levou pelo menos cinco anos, com debates em fóruns, diálogos com parceiros e incidência junto ao Estado.
“A Ecoa foi uma das parceiras que fortaleceram muito a nossa demanda. Está junto nas ações do CEPPEC, tem visto como a gente sofre na época de safra” – Rosana Sampaio, uma das fundadoras do CEPPEC.
O gargalo que começou a ser resolvido
Com o caminhão, o Ceppec passa a organizar o transporte com autonomia, sem precisar aguardar disponibilidade externa.
Hoje mais de 50 famílias estão diretamente envolvidas na cadeia do baru na região, mobilizadas em diferentes áreas de coleta. Para Rosana, o equipamento muda algo que vai além da operação:
“Esse caminhão vai nos ajudar a passar de fase, daquela fase de você ficar tendo que pedir suporte, pedir apoio, aguardar. Isso era um gargalo. E hoje esse gargalo está sanado.”
Além do caminhão, a instalação de placas solares pelo MS Trifásico representa outro avanço: redução de custos operacionais e maior eficiência nos processos da agroindústria.
Parte de uma construção maior
São mais de vinte anos de trabalho coletivo no Ceppec. A conquista do caminhão chega em um momento em que a cadeia do baru avança também em certificação orgânica e adequação para mercados internacionais – o que para Rosana além de alívio, é impulso:
“É um impacto muito positivo. Revigora. A gente vê que está avançando, que está conseguindo subir mais um degrau.”
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