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Quais os efeitos das queimadas na saúde humana?

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Incêndios na região da Serra do Amolar, Pantanal, em 2020 (Foto: Leonida Aires / Arquivo Ecoa)

No dia 07 de abril é comemorado o Dia Mundial da Saúde. Nesta data, damos destaque para uma situação problemática: o risco das queimadas para a saúde.  

Além da perda de biodiversidade e o aumento de emissão dos gases de efeito estufa, incêndios como os que devastaram o Pantanal nos últimos anos também geram diversos danos para a saúde.  

Atualmente, a poluição do ar é considerada uma das maiores ameaças à saúde humana. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% da população mundial respira ar abaixo de níveis seguros.  

Cidade de Corumbá (MS), no Pantanal, tomada pela fumaça dos incêndios em 2020 (Foto: Paulo Duarte)

O crescimento dos incêndios florestais agrava os índices de poluição do ar. O monóxido de carbono (CO), partículas de fuligem e elementos tóxicos presentes na fumaça geram uma série de efeitos no corpo humano. 

Alguns dos problemas decorrentes da inalação de fumaça e fuligem são tosse, falta de ar, aumento de doenças respiratórias, inflamação, diminuição da função pulmonaraumento da admissão hospitalar e mortalidade, principalmente em pacientes com doenças cardiovasculares e/ou pulmonares, piora dos ataques de asma em asmáticos, aumento de casos de câncer, entre outros.

Imagem: INPE

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pulmonares ou cardíacas são considerados os mais vulneráveis às complicações causadas pela fumaça.  

As pessoas que moram próximas às áreas queimadas são as mais susceptíveis a sofrerem com as consequências para a saúde. Entretanto, a fumaça pode viajar milhares de quilômetros e atingir outras cidades, estados e até países. 

Portanto, nós reforçamos: diga não às queimadas! 

Alíria Aristides

Jornalista no núcleo de comunicação da Ecoa

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