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Ribeirinhas são ouvidas pela primeira vez em ação da Cidadania

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Tila, ribeirinha da comunidade Barra do São Lourenço.

A comunidade de ribeirinhas da Barra do São Lourenço recebeu pela primeira vez a visita da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, pasta ligada à SEC (Secretaria de Estado da Cidadania) a convite da Ecoa.

A Subsecretaria ouviu as mais de 15 mulheres que estavam representando as 22 famílias que vivem na região. O encontro teve a participação da presidente da Ecoa, Nathália Eberhardt Ziolkowski.

Em entrevista ao jornal O Pantaneiro, a subsecretária Manuela Nicodemos Bailosa frisou que “é um momento histórico porque há muita dificuldade de participação do poder público nessas comunidades, na formulação, elaboração e articulação das políticas públicas. O Governo de MS, através da Secretaria da Cidadania, compreende a importância da gente estar ao lado e caminhar com as mulheres pantaneiras e, acima de tudo, pensar estrategicamente e transversalmente o acesso dessas mulheres ao conjunto e às novas políticas públicas que contemplem o trabalho delas e que dêem visibilidade ao contexto de suas vidas e das necessidades de participação política-social no Governo.”

Na imagem, a presidente da Ecoa, Nathália Ziolkowski; a Subsecretaria Políticas Públicas para Mulheres Manuela Nicodemos e Leônida Aires, Presidente da Associação de Mulheres Artesãs da Barra do São Lourenço, a Renascer.

Barra do São Lourenço

A denominação “Barra” vem do fato desta comunidade localizar-se a montante de Corumbá (MS), na margem esquerda do rio Paraguai, próximo de onde recebe o rio São Lourenço, na divisa entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O acesso somente é possível por barco ou avião, sendo que de barco o tempo de viagem é de mais de 26 horas partindo de Corumbá, o centro urbano mais próximo.

É formada por 22 famílias, sendo que a maior parte delas vivia anteriormente em elevados na margem direita do rio e de lá foram forçadas a sair na década de 1990, para a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A partir de 2012/13 tiveram seus direitos parcialmente reconhecidos com a emissão de um Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS), pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Neste mesmo processo conseguiram a emissão de um TAUS coletivo para uma antiga área comum na margem direita. Nela se refugiam e tem acesso à água potável que lhes oferece a Serra do Amolar durante as grandes cheias. O local tem o sugestivo nome de Aterro do Socorro.

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