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Assentamento Bandeirantes conhece projeto bocaiúva

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Texto originalmente publicado em: 16/03/09

Cerca de 40 pessoas participaram da reunião de apresentação da Ecoa no Assentamento Bandeirantes, em Miranda, Mato Grosso do Sul. O encontro, ocorrido na última quinta-feira (12 de março), é o marco inicial do projeto do uso sustentável da bocaiúva e outras espécies de frutos nativos na comunidade.

O projeto começou no final de 2008 e recebe o apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-Ecos). A idéia surgiu como forma de alternativa de renda para as mulheres da Associação de Pescadores de Iscas de Miranda, porém a proximidade do Assentamento, onde muitos pescadores já moraram ou tem laços familiares, resultou da incorporação da comunidade no empreendimento.

Os assentados mostraram entusiasmo com o projeto e, principalmente com a garantia da Ecoa como parceira: “Sempre tivemos muitos projetos que nos ajudaram e muito, porém geralmente depois de instalados não recebemos o apoio para a manutenção deles, então muitas vezes por falta de conhecimento nosso mesmo, muitos desses projetos não vingam. Pelo que nos foi mostrado nessa reunião a Ecoa vai nos ajudar com isso, a nos organizar, ter conhecimento pra dar continuidade ao trabalho e trazer uma renda a mais pra gente”, explica Jonas Ferreira Xavier.

Já atentos à importância da organização da comunidade a reunião também serviu para a conformação da Associação dos Moradores e Produtores do Assentamento Bandeirantes.”Sabemos que a Ecoa é uma ONG de confiança. Pela palestra ficou claro que dependerá mais do nosso esforço e união para que tudo dê certo e trazer para cá mais renda e trabalho. O que precisávamos era disso: um órgão que nos acompanhasse dando orientações de como prosseguir, que caminho percorrer. Esperamos que esse projeto (da bocaiúva) seja o primeiro de vários outros que essa parceria deverá trazer pra gente”, explica o presidente da nova associação, Francisco dos Santos Carvalho. 

O assentamento fica a 21 km de Miranda-MS onde moram 63 famílias que vivem da agricultura familiar. A comunidade será auxiliada pela abordagem de Desenvolvimento Integral, desenvolvido pela Ecoa, que tem como principais pilares o uso sustentável dos recursos naturais e o incentivo aos processos de associativismo e empoderamento como meio de inserir a localidade em programas de políticas públicas.

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