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Votamos em defesa do Pantanal e da Democracia

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Pantanal (Foto: André Luiz Siqueira / Arquivo Ecoa)

A Ecoa desde o dia 23 de setembro, antes, portanto, do Primeiro Turno da eleições presidenciais, manifestou-se contrária a eleição do atual presidente e pelo voto no agora presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva.

As razões básicas que apresentamos foram a  luta pela Democracia, ameaçada a todo momento pelo extremismo, e a conservação do Pantanal. Por manifestar-nos publicamente sofremos vários ataques, direta e indiretamente. Por outro lado, recebemos incontáveis manifestações solidárias, de apoio integral. A iniciativa mobilizou e deu segurança a outros grupos a virem para a linha de frente, na defesa do País.

Passadas as eleições, com o resultado pelo qual lutamos, reafirmamos o nosso não alinhamento partidário e nosso compromisso continuo com a luta pela democracia, principalmente para que ela alcance as populações distribuídas pelos territórios onde trabalhamos e, como organização ambientalista, pela reconstrução do País, das políticas sociais destroçadas pelo atual governo, da recuperação ambiental, pois são cruciais para nossa sobrevivência como povo.

Quanto ao Pantanal é preciso fixar que ele e a Bacia do Alto Paraguai, região que o contém, precisam de atenção especial do futuro governo.

Se, por um lado, o processo de destruição via desmatamentos precisa contenção e as políticas de construção de represas e os projetos relacionados à hidrovia Paraná Paraguai devem sair da agenda governamental por nefastos para a sociedade e a economia. Não trarão desenvolvimento, não são meios de geração de trabalho e renda. Rigorosamente são desarticuladores da possibilidade de um futuro sustentável principalmente através do turismo e a pesca não industrial.

Quanto às mudanças climáticas, são evidentes seus efeitos na região. Nos últimos anos sucederam-se eventos climáticos extremos com grandes cheias ou secas extremas e redução do território ocupado pelas águas, sendo um exemplo claro desse processo os incêndios devastadores observados nos últimos anos, com o ápice em 2020, quando foram queimados mais de 4 milhões de hectares, resultando em impactos que se sentem até hoje para a diversidade biológica, trazendo consigo dificuldades para sobrevivência de famílias dependentes dos bens naturais do Pantanal.

Agora é o momento de reconstrução dos processos mais virtuosos ecológica e economicamente para a Bacia do Alto Paraguai e o Pantanal, contando com acordos com Bolívia e Paraguai.

Seguimos na Luta pelo Pantanal e sua gente!

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