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Hidrovia Paraná Paraguai: os impactos das dragagens

Para garantir navegabilidade nas 24 horas do dia, todos os dias, o novo projeto da Hidrovia Paraná Paraguai propõe permanentes dragagens

solange
Publicado em 3 de julho de 2018 às 15:10 Compartilhar:

Cuiabá, marco em defesa do Pantanal*

Solange Ikeda, do Instituto Gaia, destacou os impactos das dragagens propostas para viabilizar a Hidrovia Paraná Paraguai (HPP), uma das intervenções apresentadas no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), elaborado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) por demanda do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Através de permanentes dragagens, querem garantir a circulação de grandes embarcações durante todo o ano, nas 24 horas do dia. Segundo Solange, as intervenções estruturais são o que de novo traz o EVTEA, pois, o uso do rio Paraguai para navegação comercial já é um fato quase centenário.

Obras portuárias

E também na tentativa de viabilizar a HPP, são previstas obras portuárias, assim como apresentado no contexto da Hidrovia na Bolívia e Argentina. Em Cáceres, Mato Grosso, por exemplo, pretendem construir um terminal portuário, o “Porto de Morrinhos”. Estas obras, somadas aos efeitos do desmatamento, dos empreendimentos hidroenergéticos na Bacia do Alto rio Paraguai (BAP), causam danos ainda maiores para o ambiente.

Nas imagens apresentadas por Solange, os rios já sentem há muito os impactos.

 

*Pesquisadores, representantes de ONGs, pescadores e líderes de comunidades reuniram-se em Cuiabá, no mês de maio, para discutir sobre os graves problemas do Pantanal e da Bacia do Alto rio Paraguai (BAP) como, o desmatamento, o avanço da soja sobre a planície, as represas que cortam os rios, o novo projeto da Hidrovia Paraná Paraguai e as iniciativas, projetos e programas para o desenvolvimento local.

Publicações sobre a reunião em Cuiabá podem ser conferidas no site. Acompanhe.

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