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Rios do Pantanal: as sub-bacias hidrográficas da Bacia do Alto Paraguai

28 minutos de leitura

A Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai (BAP), que alimenta todo o Pantanal, é formada por algumas sub-bacias, são elas: bacia hidrográfica do rio Correntes; bacia hidrográfica do rio Itiquira; bacia hidrográfica do rio Cuiabá; bacia hidrográfica do rio Jauru; bacia hidrográfica do rio Sepotuba; bacia hidrográfica do rio Cabaçal; bacia hidrográfica do rio Negro; bacia hidrográfica do rio Aquidauana; bacia hidrográfica do rio Piquiri; e bacia hidrográfica do rio Apa.

É possível visualizá-las todas no mapa interativo abaixo desenvolvido pela Ecoa (Nathália Rocha, Iasmim Amiden, Thiago Miguel, André Luiz Siqueira, Nathália Ziolkowski, Vanessa Spacki, Silvia Zanatta, Rafael Chiaravalloti, e André Restel), cujo foco são as represas instaladas na BAP:

Visualizar mapa na tela inteira

 

Saiba mais sobre cada uma das sub-bacias hidrográficas que alimentam o Pantanal, um estudo feito por Nathália Rocha:

Bacia Hidrográfica do rio Correntes

O Rio Correntes é fortemente impactado por empreendimentos hidroenergéticos (Foto: Arquivo/Ecoa)

A nascente do Rio Correntes localiza-se entre a serra da Saudade e de Maracaju, a uma altitude de 750 metros, percorrendo aproximadamente 245 km até sua foz na confluência com o rio Piquiri, à altitude de 154 metros. Sua bacia hidrográfica localiza-se entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, possuindo uma área de aproximadamente 5.410 km², sendo 3.279 km² em MS e 2.131 Km² em MT.

A bacia engloba quatro municípios, os sul-mato-grossenses Sonora e Pedro Gomes, e os mato-grossenses Itiquira 2 e Alto Araguaia. Contudo, apenas o município de Sonora possui seu núcleo urbano na área da bacia.

O Rio Correntes é duramente impactado pela implantação da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, da PCH Gabriela e da CGH Aquárius I e da CGH Aquarius II.

 

Bacia Hidrográfica do rio Itiquira

O Itiquira seguindo seu curso na cidade que leva seu nome em MT (Foto: Reprodução/Facebook)

A Bacia Hidrográfica do Rio Itiquira percorre uma área de 10.902 km², drenando a área no sentido leste-oeste, situada no sudeste do estado de Mato Grosso, na proximidade da divisa com o estado de Mato Grosso do Sul. Suas nascentes situam-se próximo do perímetro urbano de Alto Garças, delimitadas pela BR-364, denominado de planalto Taquari–Itiquira, desenvolvendo-se de Leste para Oeste na direção do Pantanal com mais de 200 km de extensão (Ribeiro et al., 2017).

Os municípios da bacia são Alto Garças (MT), Alto Araguaia (MT), Santo Antônio do Leverger (MT) e, com maior parte de drenagem, no município de Itiquira (MT) (Ribeiro et al, 2017).

A economia na bacia é, principalmente, baseada na agricultura, voltada ao plantio da soja o que faz da região um dos principais produtores no estado desde a década de 80. O garimpo de diamantes também é praticado, apresentando uma parcela significativa no setor primário local (Ferreira, 2001).

No rio Itiquira, foi construída a AHE (Aproveitamento Hidrelétrico) ITIQUIRA (capacidade de 156.000 Kwh) com um reservatório de 215 hectares (Ribeiro et al., 2017). Os principais processos de deposição de sedimentos carreados ocorrem na depressão do Rio Paraguai, provocando deposição de grande quantidade de sedimentos no leito do rio, outros processos de deposição são causados por atividades associadas ao garimpo, que provocam o assoreamento de grandes trechos do rio (Carvalho et al., 2000).

 

Bacia Hidrográfica do rio Cuiabá

Caudaloso, o Rio Cuiabá serpenteia a Capital do Mato Grosso (Foto: Ray Reis/Circuíto Mato Grosso)

A Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá percorre uma área de 22.851 km², localizada integralmente no estado de Mato Grosso, na porção centro sul. Nasce na depressão interplanáltica de Paranatinga, em Rosário Oeste, a, cerca de, 500 m de altitude. Seu curso é considerado até a cidade de Cuiabá, com 158 m de altitude (Chiaranda et al., 2016).

Os municípios abrangidos pela bacia são Jangada, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Rosário Oeste, Nobres, Alto Paraguai, Diamantino, Planalto da Serra, Nova Brasilândia e Campo Verde (Agência Nacional de Águas, 2018).

A economia está centralizada no comércio e na indústria. No comércio, a representatividade é constituída por casas de gêneros alimentícios, vestuário e artigos diversos, enquanto o industrial é representado pela agroindústria. Na agricultura, cultivam-se lavouras de subsistência e hortifrutigranjeiros. Um dos setores econômicos existentes de maior impacto na bacia é o de exploração mineral, tanto metais quanto os não-metais (Santos & Jesuz, 2014).

Um estudo de caso mostra danos causados pela implementação de empreendimentos hidrelétricos na região da bacia, impactos que afetam diretamente as populações locais, principalmente por ocasionar a diminuição dos peixes que antes eram abundantes no rio e serviam para a sobrevivência das populações ribeirinhas. Assim como as atividades garimpeiras, que, segundo um morador da região, se fez totalmente extinta (Siqueira, 2014).

 

Bacia Hidrográfica do rio Jauru

Uma das regiões de nascente do Rio Jauru (Foto: Plugnews/Divulgação)

A Bacia Hidrográfica do Rio Jauru tem 15. 845 km² e está localizada no sudoeste do estado de Mato Grosso. Suas nascentes se encontram na região da Chapada dos Parecis e da Serra Santa Bárbara, percorrendo áreas de diferentes compartimentos litológicos e topográficos (Galdino et al., 2003).

Os municípios abrangidos pela bacia são Tangará da Serra, Cáceres, Reserva do Cabaçal, Porto Esperidião, Araputanga, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’oeste, Jauru, Figueirópolis D’oeste, Glória D’oste e Indiavaí (Marostega et al., 2014).

As atividades econômicas de maior expressão na região são a criação de gado bovino de corte e leiteiro, lavouras de cana-de-açúcar, soja e de subsistência, processamento de leite (laticínios) e carne (frigoríficos), produção de álcool e exploração de madeira de florestas implantadas. A industrialização, na totalidade, ainda é incipiente e o setor terciário (comércio e prestação de serviços) atende em parte as necessidades da população (Marostega, 2014). 

O Rio Jauru apresenta seis empreendimentos hidroenergéticos em sua região. Seus impactos abrangem desde a perda de terra para as populações tradicionais à falta de peixe, gerando também instabilidade na renda, já que a pesca é a principal fonte geradora de renda na região (Ecoa, 2018). 

 

Bacia Hidrográfica do rio Sepotuba

Cachoeira Salto das Nuvens com as águas do Rio Sepotuba (Foto: Nature Planet/Divulgação)

A bacia hidrográfica do Rio Sepotuba abrange uma área de, aproximadamente, 9.840 km² dentro da bacia do Alto Paraguai. Suas nascentes estão localizadas na Fazenda Az de Ouro, na encosta da Serra dos Parecis, no município de Nova Marilândia, ao norte do estado de Mato Grosso. Depois, deságua na cidade de Cáceres, tornando-se um importante afluente para o rio Paraguai e para a conservação e preservação dos mananciais do Pantanal (Siebert, 2019).

Os municípios da bacia do Rio Sepotuba são Tangará da Serra, Nova Marilândia, Barra dos Bugres, Santo Afonso, Lambari D’Oeste, Cáceres, Salto do Céu e Nova Olímpia, todos do estado de Mato Grosso (Agência Nacional de Águas, 2016).

Há uma predominância das monoculturas (soja, algodão, milho, girassol, arroz e cana-de-açúcar) e da pecuária na bacia (Ferreira, 2015). Em Cáceres, o município mais antigo da região, encontra-se o maior rebanho bovino regional do estado, o quarto maior do Brasil.

Os recursos hídricos na bacia estão cada vez mais escassos devido ao impacto ambiental causado por atividades antrópicas. Alguns exemplos disso são: presença de lixo urbano, descarte irregular de agrotóxicos nas matas ciliares do rio, uso do leito como bebedouro do gado da região, processos erosivos, descargas de águas pluviais e a construção de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e UHEs (Usinas Hidrelétricas). Encontram-se em operação quatro empreendimentos de geração de energia e outros vinte e dois estão em fase de construção, licenciamento, projeto e inventário (Siebert, 2019).

 

Bacia Hidrográfica do rio Cabaçal

Trecho do Rio Cabaçal em Cáceres (MT). (Foto: Leandro Obadowiski)

A bacia hidrográfica do rio Cabaçal está localizada na região sudoeste do estado de Mato Grosso. Ocupa 10 dos 22 municípios que compõem a região de planejamento do Estado e totaliza uma área de, aproximadamente, 5.450,9018 Km², distribuídos nos três biomas brasileiros presentes no estado de Mato Grosso: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Os municípios que abrigam a bacia estão todos localizados no estado de Mato Grosso e são: Reserva do Cabaçal, Salto do Céu, Barra do Bugres, Araputanga, Rio Branco, Lambari D’oeste, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’oeste, Curvelândia e Cáceres (Carvalho et al., 2015).

A atividade agropecuária predomina na bacia e, com isso, registra-se um processo de degradação (desmatamentos e assoreamentos) intenso.

A população local (sitiantes, funcionários, donos de pousadas e pesqueiros) que vive na margem direita do rio Cabaçal está preocupada com a diminuição do fluxo de água no leito e a formação de barras de sedimento, processo que dificulta a navegação no período de estiagem. Na bacia do rio Cabaçal ainda não há usina hidrelétrica em operação, mas há 7 PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) em diferentes fases de projeto. A PCH Cabaçal 1 encontra-se na parte jusante de uma cascata de reservatórios situada no rio, onde a área de drenagem é de 1106 km².

 

Bacia Hidrográfica do rio Negro

As cachoeiras em Rio Negro (MS) formadas na bacia atraem turistas à essa região (Foto: Rio Negro MS/Divulgação)

A Bacia Hidrográfica do Rio Negro tem cerca de 34.948 km²  de área de drenagem, com uma extensão de 527 km. Localizada na região central do estado de Mato Grosso do Sul, suas nascentes são encontradas na Serra de Maracajú e Serra Negra, numa altitude de 400 metros (SEMA, 2003).

Os municípios contemplados pela bacia são Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Aquidauana, Corumbá, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti e Rio Negro (MS, 2009).

Os municípios têm grande representatividade nos setores da agricultura e turismo (Tiviroli et al., 2009). Ainda assim, há maior representatividade da pecuária extensiva na economia da bacia, e, em consequência, também há forte presença de indústrias focadas do ramo de laticínios e matadouros. Há, ainda, grande influência do comércio nas áreas urbanas, que têm experimentado uma trajetória contínua de empobrecimento territorial (Souza et al., 2013).

Ao analisar a vulnerabilidade natural da bacia concluiu-se que as áreas apresentam baixo risco a erosão, já que apresentam maior estabilidade devido a sua localização plana. Apesar disso, é possível afirmar que a implementação de certos empreendimentos na região não é aconselhável por tratar-se de área alagável e patrimônio protegido por lei (Tiviroli et al., 2009). A área da bacia também sofre outras ameaças relatadas pelo Imasul (2009), como o tráfico frequente de aves e animais silvestres, desmatamento ilegal de áreas ciliares que apresentam importância fundamental para proteção do Rio Negro, além de registros de queimadas ilegais, pesca predatória e introdução de espécies que não naturais a esse ecossistema, como o mexilhão dourado chinês e o caramujo-gigante-africano.

 

Bacia Hidrográfica do rio Aquidauana

Colônia de Pescadores (Z18) de Anastácio – MS durante mutirão de limpeza do Rio Aquidauana (Foto: Colônia de Pescadores Z18)

A Bacia Hidrográfica do Rio Aquidauana abrange, aproximadamente, 21.369 km². Localizada nas porções norte e centro-oeste do estado de Mato Grosso do Sul, a bacia nasce na Serra de Maracaju, na região norte do estado, e deságua no rio Miranda, na região do Pantanal. Ao longo desse caminho, percorre uma extensão de 620 km. O baixo e parte do médio curso do rio estão inseridos no Pantanal sul-mato-grossense, enquanto o alto e a outra parcela do médio curso pertencem ao domínio do Cerrado (SEPLAN-MS, 1990).

Os municípios da bacia são Anastácio, Aquidauana, Bandeirantes, Camapuã, Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Maracaju, Miranda, Nioaque, Rio Negro, Rochedo, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Terenos (Agência Nacional de Águas, 2016).

As atividades econômicas ao longo da bacia são bastante dispersas e diversificadas. As áreas de predomínio de soja, de cana-de-açúcar e de eucalipto apresentaram crescimento, principalmente no médio e alto curso do rio Aquidauana. Por outro lado, a expansão das pastagens plantadas em substituição às áreas de cobertura vegetal natural têm se destacado. Há um processo de reestrutura que acompanha uma nova divisão do trabalho e valorização local. Nesse cenário, a região tem se consolidado para o agronegócio, principalmente na produção de carne bovina e na atividade turística, especialmente o ecoturismo (Joia et al., 2017).

 

Bacia Hidrográfica do rio Piquiri

Trecho do Rio Piquiri em Coxim (Foto: Pousada do Tucunaré/Divulgação)

A Bacia Hidrográfica do Rio Piquiri percorre uma área de 2.000 km² na divisa dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É, também, afluente da margem esquerda do Rio Cuiabá, com cerca de 200 km de extensão. Suas nascentes estão no planalto do Taquari-Itiquira, na cidade de Sonora (MT) (Pupim et al., 2014). No seu curso, recebe águas do rio Correntes e percorre até 60 km para se unir ao rio Itiquira, que vem do planalto. O Piquiri também chega à Depressão do rio Paraguai, antes de alcançar a zona pantaneira, em caminho sinuoso, e recebe pela margem direita o rio Peixe de Couro. É no encontro entre o Itiquiria com o Piquiri que o rio ganha os nomes Piquiri ou Itiquira e segue em direção noroeste, com desvio para sudeste – comandando toda a rede de drenagem do entorno -, até alcançar o rio Cuiabá (Moraes, 2013).

Em Mato Grosso do Sul a bacia contempla os municípios de Corumbá, Coxim, Sonora e Pedro Gomes. Já no estado de Mato Grosso, chega até Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger e Itiquira (Agência Nacional de Águas, 2020).

O Rio Piquiri é considerado, atualmente, um dos cursos d’água com maior abundância de peixes da região do Pantanal. É esse cenário que atrai tanto pescadores profissionais quanto amadores, além de turistas de pesca e também em busca de passeios ao ar livre no entorno do rio. A pecuária, ainda assim, desponta como a atividade econômica de maior destaque na região, já que a geografia local apresenta dificuldades às práticas agrícolas de lavouras (Moraes, 2013).

 

Bacia Hidrográfica do rio Apa

Trecho do Rio Apa às margens de Bella Vista, no Paraguai (Foto: Ademir Mendonça/TPNEWS)

A Bacia Hidrográfica do Rio Apa tem cerca de 15.617 km² e está localizada na parte superior da bacia do rio da Prata. O rio Apa nasce na região conhecida como “Cabeceira do Apa”, que fica entre Antônio João (MS) e Bela Vista (MS). É a partir de Bela Vista que ela percorre a linha de fronteira entre Brasil e Paraguai por mais de 500 km até chegar ao rio Paraguai (Agência Nacional de Águas, 2003).

A maior porção da bacia está localizada em solo brasileiro (78%), e está presente em municípios do estado de Mato Grosso do Sul: Antônio João, Ponta Porã, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Bonito e Jardim. No Paraguai estão os outros 22% do território da bacia, que se estendem nos municípios de Bella Vista, Concepción, Pedro Juan Caballero, San Carlos e San Lázaro (Broch, 2008).

Foi nas décadas de 1970 e 1980 que a região da bacia passou a ser cenário para a ascendência dos cultivos de soja e arroz. Essas atividades têm promovido alteração na geração de sedimentos, que se deslocam para a água e para o Pantanal. Além disso, outras atividades econômicas podem ser destacadas, como a mineração, a extração de argila para cerâmica e as iniciativas florestais de plantio de eucalipto. Nessa região, atividades de apicultura e piscicultura também são desenvolvidas, mas em menor escala, já que são voltadas ao mercado local (Silva, 2008).

A ocupação desordenada do solo, além do desmatamento gerado pelo avanço da agropecuária na região, compromete a qualidade da água na bacia, conforme cita Broch (2008). Outros fatores prejudiciais são o uso de pesticidas e agrotóxicos em áreas que deveriam servir para a proteção da margem ciliar do rio e a falta de unidades de conservação na bacia. 

 

Bacia Hidrográfica do rio Taquari

Ponte sobre o rio Taquari. Imagem: Vanessa Spacki

A bacia hidrográfica do Rio Taquari abrange uma área de, aproximadamente, 65.023 km2 dentro da bacia do Alto Paraguai, apresentando 801 km de extensão. Suas nascentes se encontram entre a Serra da Saudade e a Serra de Maracaju, no estado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, percorre 34 km dentro do estado até se encontrar na divisa dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao entrar no Mato Grosso do Sul, recebe águas do Rio Coxim e, também, de seu afluente Jauru, entrando no Pantanal em direção Leste-Oeste (Galdino et al., 2005).

No estado de Mato Grosso do Sul, a bacia hidrográfica do rio Taquari encontra-se nos municípios Alcinópolis, Camapuã, Costa Rica, Coxim, Pedro Gomes, Ribas do Rio Pardo, Rio Verde, São Gabriel d’Oeste e Sonora. Já no estado de Mato Grosso, percorre Alto Garças, Alto Araguaia e Alto Taquari (Agência Nacional de Águas, 2016).

Devido ao assoreamento do rio e das inundações permanentes do mesmo, muitas atividades socioeconomicamente importantes encontram-se em declínio, como a pecuária, a pesca e o plantio. Muitas comunidades tradicionais presentes na região são constituídas por agricultores familiares e pescadores, sendo assim, muitos se viram obrigados a abandonar a área, recorrendo à cidade como alternativa para sobrevivência (Jongman, 2005).

Na bacia do Rio Taquari existem 34 barramentos provocando um alto fator de impacto em diversos segmentos da bacia. O represamento do rio contribui para que os sólidos suspensos sejam depositados, em sua maioria, antes de chegarem ao Rio Paraguai, estimulando a erosão do mesmo, uma vez que os rios necessitam de reposição de material. Além disso, a presença de represas interfere no pulso de inundação e na migração de peixes, que desaparece ou é severamente impedida na BHRT (Galdino et al., 2005).

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