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Bancos de desenvolvimento adotam critérios ESG para liberar crédito

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Via ProcelInfo

A transição para uma economia verde tem ganhado apoio do mundo corporativo, mas a questão do financiamento ainda permanece um desafio. Para alguns setores, descarbonizar operações pode significar a completa reestruturação das cadeias de valor —o que demanda investimentos nada triviais.

A necessidade de mobilizar recursos para projetos complexos joga luz sobre a atuação dos grandes financiadores de longo prazo no Brasil: os bancos de desenvolvimento.

De uns tempos para cá, essas instituições têm reforçado suas agendas sustentáveis, ampliando incentivos para iniciativas de impacto socioambiental e vinculando o crédito a critérios ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês).

Um dos bancos que vêm buscando protagonismo nesse cenário é o BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais).

Mais de 60% dos financiamentos feitos pela instituição em 2021 foram vinculados a algum dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os recursos destinados a projetos de energias renováveis, por exemplo, chegaram a R$ 169 milhões.

O tema da transição energética está entre os focos. Em 2019, o banco captou 100 milhões de euros (R$ 627 milhões) para investimentos na área, por meio de uma parceria com o Banco Europeu de Investimento.

Até o momento, 29 iniciativas já foram financiadas, o que inclui 25 projetos de energia solar, três centrais hidrelétricas e um projeto de iluminação pública eficiente em Minas Gerais.

Alíria Aristides

Jornalista no núcleo de comunicação da Ecoa

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