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O Pantanal corre perigo. Não às represas!

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Organizações nacionais e internacionais e movimentos sociais, representados pela Rede Pantanal, Coalizão pela Proteção Permanente de Rios no Brasil, Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas, Humedales Sin Fronteras e Observatorio Pantanal, criaram uma petição online para pressionar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA/MT) contra a aprovação de licença de 6 novas represas no rio Cuiabá, rio que faz parte da Bacia do Alto Paraguai (BAP), onde está o Pantanal. A petição solicita à SEMA para considerar o alto impacto desses empreendimentos na biodiversidade e para as populações, principalmente para as comunidades tradicionais do Pantanal.

Adaptado de Estudos de avaliação dos efeitos da implantação de empreendimentos hidrelétricos – Agência Nacional de Água e Fundação Eliseu Alves (ANA, 2020)

O Pantanal é a maior área úmida tropical do planeta e abriga um diversidade biológica única. Está distribuído entre Bolívia, Brasil e Paraguai, sendo que no Brasil está a maior parte da sua área, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No Pantanal, os rios têm papel fundamental para a sobrevivência de todo um conjunto de ecossistemas. Portanto, devem permanecer livres para que danos, muitas vezes irreversíveis, sejam evitados.

Os impactos das represas na região vão desde a perda de conectividade entre planície e planalto, o que afeta diretamente no processo migratório dos peixes, a perda de nutrientes e sedimentos importantes para a sobrevivência dos rios, até a alteração do regime hidrológico, que poderá ser sentida em toda a planície pantaneira.

As 6 represas são a Angatu I, Angatu II, Iratambé I, Iratambé II, Guapira II, e Perudá, previstas para serem instaladas no estado de Mato Grosso, nos municípios de Nobres, Rosário Oeste, Jangada, Acorizal, Várzea Grande e Cuiabá. A região é considerada zona vermelha, ou seja, zona de conflito, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), exatamente pelos efeitos da implantação de empreendimentos hidrelétricos.

Além dos danos já citados, também são problemas causados por represas instaladas na BAP:

– O pulso de inundação – períodos de cheia e seca – nos distintos ecossistemas pantaneiros sofrerá ainda maiores distorções, pois não estarão mais condicionados ao fluxo natural dos rios e sim às necessidades de produção de energia elétrica.

– A recomposição das pastagens nativas, base da pecuária regional, será prejudicada tanto por alterações no pulso como na retenção de nutrientes.

– Cairá ainda mais a produção pesqueira, afetando os pescadores artesanais e o turismo de pesca, atividades que mais geram trabalho e renda no Pantanal.

– Todo o Sistema Paraguai-Paraná de Áreas Úmidas, do qual faz parte o Pantanal, será impactado. Esta é a maior área úmida do mundo e distribui-se pelo Brasil (Pantanal), Bolívia, Paraguai, a Argentina e o Uruguai.

JUNTE-SE A ESTA CAMPANHA! ASSINE ESTA PETIÇÃO EM DEFESA DO PANTANAL, EM DEFESA DOS RIOS LIVRES, EM DEFESA DA VIDA. DISPONÍVEL AQUI.

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