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Incêndio atinge Pantanal de Miranda e reforça necessidade de mobilização e conscientização no local

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Diretor Presidente da Ecoa afirma que a ocorrência de incêndios no local é recorrente (Foto: Victor Hugo Sanches)

Há mais de 30 horas, um incêndio atinge a região conhecida como “Buraco das Piranhas”, às margens da BR-262, no município de Miranda (MS). O local é ponto de entrada para a Estrada Parque Pantanal, uma via de grande importância ambiental, turística, histórica e cultural.

A situação acende alerta para o início da temporada de incêndios no Pantanal e reforça necessidade de ações de conscientização com quem passa na região. Com a queimada,  uma densa cortina de fumaça toma conta da rodovia, prejudicando a visão dos motoristas. No momento, brigadas de fazendas próximas e o Corpo de Bombeiros realizam o combate às chamas.

Cortina de fumaça encobre rodovia e dificulta visualização (Foto: Campo Grande News)
André Luiz Siqueira, Diretor Presidente da Ecoa

O local sofre recorrentemente com incêndios principalmente por estar próxima à rodovia, onde é comum o descarte de bitucas de cigarro e outros materiais que podem gerar fogo. Para André Luiz Siqueira, Diretor Presidente da Ecoa, o histórico de queimadas no local deveria gerar maior mobilização para impedir novos focos de incêndio.

“É mais do que sabido que se trata de uma região com histórico de queimada, então é fundamental ter uma campanha mais energética ali. Algo como fazíamos na Campanha Queimada Mata, com outdoor, blitz. Além disso, chamar atenção do Estado para que efetivamente tenha vigilância no local”.

Para combater o fogo e evitar que se alastre, caminhões-pipas foram deixados à disposição e os homens fazem o combate direto, usando bombas costais, abafadores, sopradores e maquinários disponibilizados pelas propriedades rurais.

Local atingido pelo incêndio (Imagem: Google Earth)

Outro ponto que dificulta o combate na região e favorece a propagação das chamas é a falta de um Batalhão do Corpo de Bombeiros na cidade de Miranda. “O deslocamento é sempre a partir de Corumbá ou Campo Grande, o que faz demorar bastante as ações na região”, explica André.

Este ano, a Ecoa, em parceria com o WWF/Brasil e o Prevfogo/Ibama, deve formar novas brigadas nas comunidades e fazendas próximas da região. A formação de brigadas é uma estratégia que favorece o combate às chamas.

A proximidade e conhecimento dessas comunidades é fundamental para que o prejuízo ambiental seja minimizado. Além disso, os brigadistas promovem educação ambiental e transformam o local onde vivem.

 

*Com informações de Campo Grande News

Alíria Aristides

Jornalista no núcleo de comunicação da Ecoa

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